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O marketing de Ruy Hülse nas eleições municipais

Archimedes relembra a importância do marketing para as eleições municipais
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC, 14/02/2020 - 11:17Atualizado em 14/02/2020 - 11:17

O ano de 1965 fora marcado no município de Criciúma pelas eleições atípicas ao cargo de prefeito municipal, a qual terminou com um resultado antes jamais esperado por boa parte da população. Na época, a hegemonia política era comandada pelo PSD, que sempre estava coligada ao PTB na Aliança Social Trabalhista, e que sempre acabava elegendo o seu candidato. 

Ado era o nome do PSD para as eleições daquele ano e, no lado da oposição, a UDN apresentava o nome de um deputado estadual que pela segunda vez representava Criciúma na Assembleia Legislativa do Estado: o engenheiro de minas Ruy Hülse. De acordo como Archimedes Naspolini Filho, nada se apostava na eleição do udenista.

“Ado daria o continuísmo do PSD, e nenhum corajoso apostava 10 centavos na candidatura de Ruy Hülse, levando em conta que, desde sempre, o PSD alinhado ao PTB elegia o administrador do Paço Municipal”, relembrou. 

A campanha começou no estilo dos comícios públicos, os quais eram sempre protagonizados pelo PSD - que levava vantagem sobre a UDN de Hülse. E o resultado seria o já esperado, se não fosse uma “estratégia”, até então nunca utilizada aqui, para a candidatura municipal: o marketing.

“Ruy distribuía o seu plano de governo, impresso em um pequeno caderninho com as suas intenções de governo. O que mais chamava a atenção era a sua promessa de construir um ginásio de esportes no município. O mote da campanha era a construção de um ginásio, e ele distribuiu para toda a cidade aquele caderninho”, disse o jornalista.

Chegado o dia 3 de outubro, os eleitores foram às urnas e, em dois dias de apurações, o inesperado resultado veio: Ruy Hülse desbancou o velho PSD PTB e o Ado foi pra casa. Desde então, jamais os candidatos à prefeito deixaram de apresentar o seu plano de governo - o qual pode ser divulgado não mais em caderninhos, nos dias atuais.

“A principal ferramenta de comunicação de hoje se chama ‘redes sociais’ e, nestas, desponta com superior vantagem o WhatsApp. Os melhores resultados serão colhidos por quem for mais rápido na exploração de tais ferramentas, inimagináveis ao tempo do caderninho de intenções do Ruy Hulse - intitulado um engenheiro na prefeitura”, concluiu Archimedes.