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O caso Drauzio Varella e a democracia amordaçada

Coronel Márcio Cabral comenta sobre o ocorrido que gerou tantas discussões dentro e fora das redes
Redação
Por Redação Criciúma - SC, 12/03/2020 - 11:19Atualizado em 12/03/2020 - 11:20

O médico Dráuzio Varella foi duramente criticado após um episódio ocorrido neste último domingo, em uma matéria do Fantástico, programa da rede Globo, em que ele mostra a realidade carcerária da transexual Suzy, esta que foi presa por homicídio, estupro e ocultação de cadáveres - algo que não foi revelado na matéria. O episódio, fez com que o Coronel Márcio Cabral se lembrasse de um comentário efetuado pelo mesmo em 2016: a democracia amordaçada.

“Para a minha época, três eram os sintomas para a democracia amordaçada, envolvida em uma falsa sensação de liberdade”, comentou o Coronel. O primeiro dos sintomas, segundo Cabral, se refere a condescendência com a impunidade presente no Brasil.

“Menores marginais dormindo tranquilamente ao abrigo do cobertor jurídico legal, marginais de todas as classes sociais que nunca eram presos sob a proteção da lei, da protelação de processos e da prescrição penal”, explicou.  

O segundo sintoma, destacado por Cabral, fala sobre  a criação das áreas de exclusão, em que indivíduos e grupos não deviam obrigações as normas de convivência. “Há mais de 30 anos estávamos vendo bandidos virando mocinhos, movimentos populares invadindo terras cultivadas e conjuntos residenciais em construção”, ressaltou.

O terceiro, e último dos sintomas, fala sobre o freio da efetividade policial. “Definhando há cada ano, audiências de custódia, dificuldades para mandados de busca e apreensão, formalismos exagerados para a solicitação de escutas telefônicas e o excesso de direitos de presos e de menores”, comentou.

Por último, Coronel afirma que, em tempos de uma democracia amordaçada, o contestamento do episódio envolvendo o Dr. Drauzio Varella seria uma aberração. “No mais, ele [Drauzio], continua sendo um grande humanista importante para a composição do tecido social da democracia, hoje, desamordaçada”, concluiu.