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O aniversário de Lauro Müller sob a lembrança de Archimedes

Jornalista conta sobre como a Serra do Rio do Rastro fez com que ele tivesse o seu primeiro contato com a escrita
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC, 20/01/2020 - 11:30

Nesta segunda-feira, 20, o município de Lauro Muller completa os seus 63 anos de idade. O ano de fundamento da cidade é 1957, mas uma obra extremamente importante e marcante para o estado de Santa Catarina já fazia sucesso em seu território antes mesmo de sua fundação: a Serra do Rio do Rastro.

Archimedes Naspolini Filho foi uma das pessoas há terem o prazer de visitar a então Serra dos 12, antes mesmo dela se tornar a famosa Serra do Rio do Rastro. “Em 1956, na carroceria de um caminhão cujo proprietário operava o transporte de suínos, o padre Alfredo nos levou a conhecer a Serra dos 12. Padre Alfredo era o reitor do seminário preparatório de São Ludgero, onde 99 crianças de 11 à 15 anos estudavam para ser padres - e eu era um deles”, disse.

O jornalista destaca que o governador de Santa Catarina daquela época, Irineu Bornhausen, havia mandado abrir aquilo que antes era um caminho de tropeiros que ligava os altos da serra à planície do litoral - rasgando a estrada que subiria a Serra. A visita ao local, rendeu a Archimedes o primeiro contato com um de seus maiores amores: a escrita.

“Fomos, olhamos, vimos e voltamos ao seminário. No dia seguinte, o professor Clérigo desafiou a classe com a seguinte proposta: ‘a melhor redação sobre o que vocês viram ontem na serra do 12 receberá como prêmio este quadro’, e exibiu um Papa Pio XII, em nanquim sobre vidro que ele próprio pintara. Minha mãe venerava aquele papa, e o tinha em suas orações vespertinas em família diariamente, antes de irmos para a cama”, relembrou.

Foi então que, com o objetivo de garantir o quadro como um presente à sua mãe, o jornalista, em sua sala de estudos, abriu o caderno e começou a escrever aquilo que a memória o trazia à tona. A redação de Archimedes foi a escolhida, mas o quadro acabou não sendo recebido por sua mãe. 

“O quadro seria levado para a minha mãe, ao retornar a Criciúma para o gozo do período de férias, mas o incêndio do seminário, em agosto daquele ano, queimara de morte tudo que havia no educandário - inclusive o meu Pio XII. Esta história me faz lembrar o quanto eu gosto de Lauro Muller e o quanto eu o tenho em conta em, cujo território na cadeia montanhosa que conhecemos como serra geral, ao ser iniciada a construção da estrada da serra do 12, hoje serra do rio do rastro, me fez tomar gosto pela leitura, pela observação e pela redação”, concluiu.