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Moisés sobre o caso Jessé: "Eu não misturo partido e governo"

Em primeira entrevista sobre a crise recente no PSL estadual, governador defendeu hierarquia e respeito
Denis Luciano
Por Denis Luciano Florianópolis, SC, 26/08/2019 - 15:17Atualizado em 26/08/2019 - 15:30
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Em uma transmissão ao vivo via Facebook na noite de sábado, o deputado estadual Jessé Lopes (PSL) reafirmou que partiu do governador Carlos Moisés o pedido para a sua expulsão do partido. "Eu recebi notícias internas do partido que deram a certeza que partiu do governador mesmo esse pedido. Eu fiquei surpreso mas ao mesmo tempo tranquilo. Não tem sustentação política para uma expulsão, zero, nenhuma", disse. Na Rádio Som Maior, na manhã desta segunda-feira, 26, Jessé reafirmou que está tranquilo e que não recebeu qualquer documento comunicando sobre uma possível exclusão da sigla.

Na sua primeira manifestação pública sobre o assunto, o governador afirmou na tarde desta segunda, à Rádio CBN Diário de Florianópolis, que não tem relação com o pedido. "Essa é uma ação do partido nacional. Houve uma denúncia de filiados e a Executiva veio ouvir, por conta de que essas situações se tornam públicas", garantiu. 

Moisés lembrou que o partido não tem ingerência no governo. "Eu não misturo partido e governo. Inclusive o partido não manda no governo, o governador é quem governa o governo", destacou. E chegou a dizer que pediu a indicados à gestão que deixassem funções partidárias. "Eu solicitei que todos saíssem, isso faz tempo. Teve gente que nem do partido era, a maioria nem era ligado a política", comentou.

O governador reafirmou sua confiança na direção do PSL para resolver o impasse. "Esses deputados usam muito a rede social, se tornou público, acredito que isso vai ter bom encaminhamento. Eu confio nas lideranças partidárias, no presidente Bivar, no Fábio Schiochet, presidente estadual, teremos bons encaminhamentos", observou. Em seguida, defendeu o respeito à hierarquia no partido, em um claro sinal crítico contra Jessé e a deputada Ana Caroline Campagnolo, também citada como passível de apuração da postura junto a Conselho de Ética do PSL. "Vou apoiar toda e qualquer medida que os dirigentes tomarem. Tem que ter uma hierarquia, tem que ter respeito e as pessoas tem que aprender com isso", finalizou.

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