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Milton Mendes, de Içara para o mundo da bola

Do Avesso apresentou as muitas histórias do cara que tinha tudo para dar errado, mas deu certo no futebol
Denis Luciano
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 18/06/2019 - 22:10Atualizado em 18/06/2019 - 22:12

O içarense Milton Mendes conheceu de tudo no futebol. Inclusive os clubes, muitos, onde os salários não são pagos em dia. Pelo contrário. "Não pagava que nem agora. Não mudou muito. Com probleminhas lá. Vem se arrastando", disse, quando perguntado sobre o Vasco, clube onde jogou, treinou e com o qual tem muita identidade. O Milton de muitas histórias no futebol foi o personagem desta terça-feira, 18, no Programa do Avesso.

"Não deveria mas aqui no Brasil são normais. Uma prática muito rotineira as equipes não pagarem", continuou lamentando Milton, um içarense português. Sim, as idas e vindas da bola acabaram levando-o para Portugal, onde fez carreira e até família. Ele mantém residência na Ilha da Madeira. "Aqui é mais afetivo, mas lá é um lugar que eu adotei, meus dois filhos nasceram lá", contou.

Milton vem de origem humilde. "Eu saí de Içara, meu pai é filho da Mineração, fomos para a cidade, depois viemos para Criciúma, eu tive a possibilidade de fazer um teste no Internacional, aí entra a sabedoria do meu pai. Com sete filhos, ele viu ali que poderia ser uma possibilidade. Ele me ajudava muito". Um dos muitos momentos em que o treinador e ex-jogador recorda com muito respeito da figura paterna.

"Eu tinha tudo para não dar certo no futebol", revelou. "Eu tinha miopia e astigmatismo. Foi com 19 anos que eu coloquei pela primeira vez a lente, hoje eu enxergo bem, fiz duas operações, enxergo mais que uma águia, longe", comentou. O joelho de Milton também já encarou cirurgias. "O meu joelho, mais estourado não pode. Eu fiz três cirurgias no joelho direito e duas no esquerdo", relatou.

Mas isso não impede Milton de praticar o esporte que escolheu para a vida madura. "Jogo paddle. É um pouco de squash com tênis. É um jogo pra coroa que quer se manter no esporte", disse.

No Inter, onde fez a base a partir dos 13 anos, uma revelação que foi entender anos depois. "A diferença era muito grande dos jovens gaúchos para os catarinenses, mas depois descobriram que eles eram gatos. Eu era o mais pequeninho. O pai dizia, quando me visitava, que os gaúchos eram muito maiores que nós de Santa Catarina", lembrou.

Daí Milton partiu para o Rio. Fez um teste no Vasco e passou. Antes teve uma breve passagem pelo Criciúma. "Eu queria ser jogador de futebol", referiu, reiterando a convicção pelo que queria. "Era muito mais difícil. O nível era maior, a qualidade era maior", confessou.

Confira o programa na íntegra no podcast clicando aqui. O Do Avesso vai ao ar de segunda a sexta-feira, às 13h, com reprise às 20h e apresentação de Mano Dal Ponte e Pity Búrigo.