O mercado africano pode abrir novas portas para empresas de Santa Catarina. A avaliação é de Jairo Martins, presidente da Câmara de Comércio Brasil-África, que defendeu em entrevista a Rádio Som Maior uma aproximação maior entre empresários brasileiros e os 54 países do continente africano.
Para Martins, o Brasil ainda está atrás de outros países na exploração desse mercado. “A África hoje é uma das grandes oportunidades de negócio, principalmente aqui para nós, Brasil, América Latina”, destacou.
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Conforme Jairo, há procura por produtos brasileiros em diferentes setores, enquanto países como China, França e Inglaterra já mantêm forte presença no continente.
Oportunidades para empresas da região
A Câmara trabalha com a aproximação entre empresas brasileiras e possíveis parceiros africanos. A proposta é identificar as necessidades de cada país e encontrar fornecedores no Brasil que possam atender essas demandas.
Entre os setores citados por Martins estão:
- Máquinas agrícolas
- Insumos
- Proteínas
- Commodities
- Tecnologia
“Existem necessidades latentes do povo africano de importação do Brasil nas mais diversas áreas”, disse.
De acordo com Jairo, empresas de Criciúma e da região interessadas em entrar nesse mercado podem procurar a Câmara e apresentar seus produtos, e a partir disso, a entidade irá buscar identificar os países com demanda e fazer a aproximação com possíveis compradores.
Câmara auxilia nas negociações
Dependendo do tipo de operação, a negociação pode ocorrer diretamente entre empresas ou envolver os governos dos países interessados. A Câmara também atua nas questões relacionadas às normas, legislações e segurança das operações.
“São operações sólidas, são operações que trazem uma relevância e também uma segurança jurídica e institucional para negócios”, explicou Martins.
A entidade possui bases em Brasília e Itajaí. Segundo o presidente, a escolha de Santa Catarina também está relacionada à estrutura de comércio exterior e logística disponível no Estado.
África também pode gerar oportunidades no esporte
Além da área comercial, a Câmara desenvolve projetos esportivos e humanitários. Um dos exemplos citados por Martins é o país Togo, onde foi criado um centro de treinamento para jovens de 13 a 23 anos.
O espaço foi desenvolvido em parceria com entidades do país e atende também outros países do oeste africano. A iniciativa pode aproximar atletas africanos do futebol brasileiro e, segundo Jairo, gerar novas oportunidades para clubes.
“A preferência é o Brasil e é o Criciúma, não é mais Portugal”, afirmou, ao citar a relação construída com o clube catarinense.
Para Martins, a aproximação com o continente pode ajudar empresas do Sul a encontrar novos compradores, ampliar exportações e diversificar os mercados atendidos fora do Brasil.
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