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Luciano Hang critica fim da escala 6x1 e diz que Brasil pode ir “para o abismo”

Dono da Havan afirmou que redução da jornada sem corte salarial pode gerar inflação, desemprego e perda de competitividade

Por Lucas Mackowieski Criciúma, SC, 29/05/2026 - 15:26 Atualizado há meio minuto
Dono da Havan criticou a aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6x1 | Foto: Divulgação/4oito
Dono da Havan criticou a aprovação da PEC que prevê o fim da escala 6x1 | Foto: Divulgação/4oito

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O empresário Luciano Hang, dono da Havan, criticou a Proposta de Emenda à Constituição aprovada pela Câmara dos Deputados que prevê o fim da escala 6x1. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que a mudança trará prejuízos para trabalhadores, empresas e para a economia brasileira.

“Quem vai pagar a conta? O trabalhador!”, declarou Hang ao comentar a proposta que reduz a jornada de trabalho sem diminuição salarial. O empresário também afirmou que o tema voltou ao debate em meio ao período eleitoral e acusou parlamentares de tentarem “enganar” a população com propostas populares.

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Segundo Luciano Hang, a redução da carga horária pode gerar aumento de custos e afetar diretamente a geração de empregos. “Todo mundo quer trabalhar menos, mas essa conta vai sair de algum lugar”, afirmou.

Dono da Havan afirmou que redução da jornada sem corte salarial pode gerar diversos problemas para o país | Foto: Reprodução/Redes Sociais

Luciano Hang diz que proposta pode prejudicar empregos

Durante a publicação, o empresário também listou possíveis impactos negativos da mudança na escala de trabalho. Para ele, o Brasil pode enfrentar dificuldades econômicas caso a proposta seja aprovada definitivamente.

Entre os pontos citados por Hang estão:

  • aumento da inflação
  • redução de empregos
  • crescimento da informalidade
  • diminuição de vagas de trabalho
  • perda de competitividade econômica

“Quem defende o fim da escala 6x1 está pensando apenas no discurso bonito, e não no futuro do Brasil”, declarou.

Debate sobre fim da escala 6x1 ganhou força após aprovação na Câmara | Foto: Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

O dono da Havan também ironizou propostas de jornadas ainda menores, como o modelo 4x3. “Se esse projeto for realmente aprovado, será o começo do fim. O Brasil vai, de vez, para o abismo”, disse.

Hang ainda comparou o cenário brasileiro com países vizinhos e afirmou que o Paraguai, por exemplo, “incentiva e não pune quem produz”.

A repercussão das declarações reacendeu o debate nas redes sociais sobre os possíveis impactos da redução da jornada de trabalho sem aumento da produtividade.

O que muda com o fim da escala 6x1

A escala 6x1 é um modelo em que o trabalhador atua durante seis dias seguidos e tem apenas um dia de folga na semana. O formato é comum em áreas como comércio, supermercados, restaurantes, indústrias e serviços. O tema voltou ao debate nacional após a Câmara dos Deputados aprovar uma PEC que prevê o fim desse modelo. A proposta reduz a jornada semanal para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial.

A mudança será gradual. Primeiro, a carga horária cairá para 42 horas semanais. Após 14 meses, a jornada passará oficialmente para 40 horas por semana, mantendo o limite de oito horas diárias de trabalho.

O texto também prevê regras específicas para setores como saúde, segurança, transporte, limpeza urbana e trabalhadores em escala 12x36. A proposta agora segue para análise do Senado.

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