O empresário Luciano Hang, dono da Havan, criticou a Proposta de Emenda à Constituição aprovada pela Câmara dos Deputados que prevê o fim da escala 6x1. Em publicação nas redes sociais, ele afirmou que a mudança trará prejuízos para trabalhadores, empresas e para a economia brasileira.
“Quem vai pagar a conta? O trabalhador!”, declarou Hang ao comentar a proposta que reduz a jornada de trabalho sem diminuição salarial. O empresário também afirmou que o tema voltou ao debate em meio ao período eleitoral e acusou parlamentares de tentarem “enganar” a população com propostas populares.
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Segundo Luciano Hang, a redução da carga horária pode gerar aumento de custos e afetar diretamente a geração de empregos. “Todo mundo quer trabalhar menos, mas essa conta vai sair de algum lugar”, afirmou.
Luciano Hang diz que proposta pode prejudicar empregos
Durante a publicação, o empresário também listou possíveis impactos negativos da mudança na escala de trabalho. Para ele, o Brasil pode enfrentar dificuldades econômicas caso a proposta seja aprovada definitivamente.
Entre os pontos citados por Hang estão:
- aumento da inflação
- redução de empregos
- crescimento da informalidade
- diminuição de vagas de trabalho
- perda de competitividade econômica
“Quem defende o fim da escala 6x1 está pensando apenas no discurso bonito, e não no futuro do Brasil”, declarou.
O dono da Havan também ironizou propostas de jornadas ainda menores, como o modelo 4x3. “Se esse projeto for realmente aprovado, será o começo do fim. O Brasil vai, de vez, para o abismo”, disse.
Hang ainda comparou o cenário brasileiro com países vizinhos e afirmou que o Paraguai, por exemplo, “incentiva e não pune quem produz”.
A repercussão das declarações reacendeu o debate nas redes sociais sobre os possíveis impactos da redução da jornada de trabalho sem aumento da produtividade.
O que muda com o fim da escala 6x1
A escala 6x1 é um modelo em que o trabalhador atua durante seis dias seguidos e tem apenas um dia de folga na semana. O formato é comum em áreas como comércio, supermercados, restaurantes, indústrias e serviços. O tema voltou ao debate nacional após a Câmara dos Deputados aprovar uma PEC que prevê o fim desse modelo. A proposta reduz a jornada semanal para 40 horas e garante dois dias de descanso remunerado, sem redução salarial.
A mudança será gradual. Primeiro, a carga horária cairá para 42 horas semanais. Após 14 meses, a jornada passará oficialmente para 40 horas por semana, mantendo o limite de oito horas diárias de trabalho.
O texto também prevê regras específicas para setores como saúde, segurança, transporte, limpeza urbana e trabalhadores em escala 12x36. A proposta agora segue para análise do Senado.
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