Em meio à cassação dos mandatos do prefeito Valdir Fontanella do vice Acione Izidoro, de Lauro Müller, a defesa garante que, mesmo com a decisão desta quinta-feira (3), ambos seguem à frente do município. A denúncia é de um suposto abuso de poder econômico durante as eleições de 2024.
A sentença da juíza Camila Reis Rettore, da Comarca de Orleans, determinou ainda a inelegibilidade dos envolvidos por oito anos e uma multa de R$ 53 mil. No entanto, eles recorrem dentro de suas funções, pois a definição ainda é em primeira instância. A decisão do recurso foi informada pelo advogado de defesa do prefeito Fontanella, Marivaldo Pires Júnior, em entrevista exclusiva ao portal 4oito.
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Para o advogado, a decisão da cassação é recebida com tranquilidade. "Respeitamos a decisão judicial. Muito embora não venhamos a concordar, estamos extremamente tranquilos e vamos utilizar os meios adequados para combatê-la. Então, isso ainda tem muita água por passar debaixo dessa ponte e muita coisa para ser analisada”, declarou.
Marivaldo Pires defende que o processo é "estranho", e admitiu que ainda terá que se inteirar do conteúdo da sentença. "Vou analisar a necessidade talvez de um desembargo de declaração ou então a interposição do recurso competente dentro do prazo. Enquanto isso, o prefeito Valdir e o vice ficam normalmente no cargo, o recurso tem sentido, tem efeito suspensivo, e por esse motivo nada muda na cidade de Lauro Müller", confirmou. A definitividade da decisão só acontecerá com o trânsito em julgado no processo.
O que a defesa sustenta
Questionado, Pires destacou que entende que a tentativa é uma "caça às bruxas". "O próprio denunciante, que é presidente do partido concorrente, afirma que viu uma pessoa com um carro plotado, com adesivo do seu Valdir, saindo com cesta básica e indo para a casa dele. E aí eu pergunto no dia do questionamento, mas essa cesta básica, ele saiu para entregar? Não, ficou lá", rebateu.
Ainda, ele questiona a legitimidade do processo. "Tenta buscar uma prova diferente um inquérito que sequer passou pelo contraditório ainda, que sequer teve denúncia ainda no aspecto criminal. Nos foi concedido um prazo de dois dias sem que sequer a gente tivesse acesso integral a essas alegadas provas, e me parece que fere frontalmente a questão do contraditório", concluiu.
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