Durante audiência de custódia realizada na tarde deste sábado (20), a Justiça decretou a prisão preventiva do homem de 24 anos suspeito de matar a companheira, de 21 anos, em Criciúma. A medida foi solicitada pelo promotor de Justiça plantonista Felipe Luz, do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), e aceita pelo Poder Judiciário.
Segundo o Promotor de Justiça, há elementos que apontam para a prática do crime de feminicídio consumado, com indícios de que a vítima tenha sido morta por asfixia, circunstância que será aprofundada no decorrer das investigações.
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Ao pedir a prisão preventiva, o MPSC argumentou que a medida é necessária para preservar a ordem pública e garantir o cumprimento da legislação penal. Durante a audiência, o órgão afirma que a manutenção da prisão se justifica, entre outros motivos, pela forma como o crime teria sido cometido. Segundo as investigações, o suspeito teria matado a companheira por asfixia e, em seguida, tentado forjar um suicídio para ocultar sua participação no caso.
O promotor de Justiça plantonista também ressaltou que o suspeito deixou o apartamento onde o crime teria ocorrido, em Criciúma, e foi encontrado apenas em Cocal do Sul, após familiares da vítima acionarem a Polícia Militar. Na avaliação do MPSC, a situação indica possibilidade de fuga e reforça a necessidade da manutenção da prisão preventiva.
Além de atender aos requisitos previstos em lei para a adoção da medida cautelar, o caso permite a decretação da prisão preventiva por envolver, em tese, um crime de feminicídio. De acordo com a legislação processual penal, a medida é cabível em crimes dolosos cuja pena máxima ultrapasse quatro anos de reclusão.
Entenda o caso
A jovem de 21 anos foi morta na tarde desta sexta-feira (19) no bairro São Sebastião, em Criciúma, em um crime registrado como feminicídio. A ocorrência foi registrada por volta das 12h20.
De acordo com informações da Polícia Militar, a vítima foi encontrada já sem vida dentro do imóvel onde morava. As apurações iniciais indicam que a jovem foi morta por enforcamento, utilizando uma corda de roupão para a asfixia, não resistindo aos ferimentos.
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