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João Rodrigues sugere novos centros para dependentes químicos em SC: 'Virou epidemia'

Pré-candidato ao governo quer replicar modelo utilizado em Chapecó

Por Davi Brabos Criciúma, SC, 08/05/2026 - 12:17 Atualizado em 08/05/2026 - 15:45
João Rodrigues sugeriu a construção de pelo menos seis centros de acolhimento em áreas rurais abandonadas em SC | Foto: Rovena Rosa/Divulgação/4oito
João Rodrigues sugeriu a construção de pelo menos seis centros de acolhimento em áreas rurais abandonadas em SC | Foto: Rovena Rosa/Divulgação/4oito

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O pré-candidato ao Governo de Santa Catarina, João Rodrigues (PSD), destacou problemas na segurança pública do estado e citou a situação da população em situação de rua em Criciúma.

João defendeu a criação de guardas municipais em todo o estado, replicando o modelo adotado em Chapecó, onde é prefeito desde 2021.

“Não é substituir a Polícia. Pelo contrário, é ser um complemento diante da falta de policiais em cidades de pequeno porte. Coloca 10 guardas municipais com supervisão da Polícia Militar”, afirmou em entrevista ao Programa Adelor Lessa desta sexta-feira (8).

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O pré-candidato afirmou ainda que a gestão dos recursos públicos deve priorizar os gastos essenciais. “Enxugamento da máquina, diminui o tamanho da estrutura e investe onde é necessário”, disse.

Programa de internação involuntária

Criciúma realizou internações involuntárias na última semana - Foto: Renan Medeiros/Decom/Divulgação

Uma das bandeiras de João, já executada em Chapecó, é a internação involuntária de dependentes químicos em situação de rua. Nesse contexto, ele citou o problema recorrente de Criciúma relacionado à população em situação de rua, principalmente no bairro Pinheirinho. “Isso é crônico, é grave, virou uma epidemia”, afirmou.

João sugeriu a construção de pelo menos seis centros de acolhimento em áreas rurais abandonadas em diferentes regiões do estado. “São alojamentos devidamente seguros, onde serão oferecidos café da manhã, almoço e jantar, além de hortas e, obviamente, tratamento para pessoas com dependência química”, disse Rodrigues.

Segundo ele, o programa funcionaria em parceria entre estado e municípios. “O Estado entra com a estrutura, e o município participa com a equipe do CAPS. Uma vez por semana, a equipe busca o morador que está nos alojamentos e faz o encaminhamento”, explicou.

“Se a pessoa não quiser ficar, não tem problema, ela está liberada para sair. Mas a lei permite a internação involuntária e compulsória, desde que haja prescrição médica. E o Estado vai preparar uma equipe exatamente para isso”, concluiu.

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