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Iper surge com o Sul preocupando

Lançado pela Facisc, o novo indicador aponta dificuldades regionais no cenário econômico estadual
Denis Luciano
Por Denis Luciano Florianópolis, SC, 05/02/2019 - 09:02
Arquivo / A Tribuna
Arquivo / A Tribuna

A economia catarinense conta com um novo índice para identificar o seu desempenho. É o Índice de Performance Econômica das Regiões de Santa Catarina (Iper), iniciativa da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc). O indicador revela que o estado cresceu 8,07% entre janeiro e setembro de 2018, em comparação ao mesmo período do ano anterior.

“Vamos editar todos os meses, com reavaliação trimestral. Detectamos que o IPC e outros aparecem com referências antigas. Assim, teremos um índice com base em vários indicadores como energia, geração de empregos, pagamento de tributos e outros”, comenta o presidente da Facisc, Jonny Zulauf. “E teremos a performance não apenas no global do estado, mas também de regiões, cidades e de qualquer lugar de Santa Catarina”, revela. “O índice é resultado de cinco grupos de informações e 13 variáveis de dados”, esclarece o economista da Facisc, Leonardo Alonso Rodrigues.

Pelo levantamento já foi possível apurar que o extremo sul – que compreende as regiões da AMREC e AMESC – cresceu 1,42% no período. O sul – que corresponde à AMUREL –, cresceu 0,94%. As regiões que mais evoluíram foram o Vale do Itajaí, com 11,86%, e o Norte, com 8,75%.

“O Estado teve um crescimento médio de 8%. Essa diferença entre regiões mostra que o nosso desempenho é diferenciado conforme a performance econômica. Norte e Vale do Itajaí colhem os frutos do salto dos setores têxtil e metalmecânico, impulsionados pela reação da economia brasileira, enquanto o Oeste e o Sul sofrem consequências da greve dos caminhoneiros”, avalia o presidente. Ainda sobre a greve, o índice aponta que a região Norte foi a mais impactada. O extremo Sul ficou em terceiro, com queda de 3,26% no período, e o Sul foi a quinta pior região, com -2,21%.

O Iper projeta, ainda, quanto na conta final de 2018 as regiões terão avançado ou recuado. Para o extremo Sul, o índice fica em 1,32%, enquanto o Sul tem pequeno acréscimo, de 0,48%. “Muitas atividades foram suspensas, comprometendo o desempenho do ano inteiro. Ainda estamos avaliando o tamanho desse prejuízo”, conclui o presidente.