Santa Catarina registrou um avanço importante na prevenção de incêndios em 2025. O Corpo de Bombeiros Militar do estado alcançou um índice recorde de investigações, conseguindo identificar as causas em mais de 90% dos casos de incêndios em prédios e explosões.
Mais do que um número expressivo, o resultado tem impacto direto na vida da população e na economia. Somente em 2025, as ações de combate às chamas aliadas aos sistemas preventivos permitiram a preservação de cerca de R$ 3,1 bilhões em bens, evitando prejuízos de grande escala para empresas e cidadãos.
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Esse alto nível de investigação vai além da produtividade. Ao identificar com precisão como os incêndios começam, os bombeiros conseguem aprimorar normas de fiscalização e ajustar estratégias operacionais. Esse processo contribui para evitar novos incidentes, reduzir danos e garantir a continuidade das atividades econômicas no estado.
Investigação que ajuda a prevenir novos incêndios
O trabalho de investigação não se limita a descobrir a origem do fogo, mas também a impedir que situações semelhantes voltem a acontecer. Por meio da Divisão de Investigação de Incêndio (DINVI), o CBMSC analisou detalhadamente 2.145 ocorrências ao longo do período.
Essas análises permitiram identificar:
- As principais causas e subcausas dos incêndios;
- Os equipamentos que mais frequentemente dão início às chamas;
- O comportamento de novos materiais de construção diante do fogo;
- Falhas em sistemas de segurança.
“A integração entre a perícia e a produção científica fortalece nossa capacidade de proteger vidas e promover segurança à sociedade catarinense”, destaca o major Tadeu Luiz Alonso Pelozzi, chefe da DINVI.
Uso de tecnologia e laboratórios especializados
Os resultados alcançados também são fruto do investimento em tecnologia e pesquisa. O CBMSC conta com o apoio de laboratórios especializados, como o Laboratório de Química Analítica (LQA) e o Laboratório de Reação ao Fogo (LRF), que juntos produziram 118 relatórios técnicos de alta complexidade entre 2021 e 2025.
No caso do Laboratório de Química Analítica, o foco está na identificação de líquidos inflamáveis e acelerantes, elementos fundamentais para detectar possíveis incêndios criminosos, por meio da análise de materiais encontrados nos locais das ocorrências.
Já o Laboratório de Reação ao Fogo atua principalmente na avaliação de materiais utilizados em construções, como revestimentos e acabamentos, com atenção especial a locais com grande circulação de pessoas. Os testes analisam fatores como a velocidade de propagação das chamas, o nível de inflamabilidade e a contribuição dos materiais para o aumento do incêndio, auxiliando na avaliação de riscos e na melhoria das normas de segurança.
Além disso, os laboratórios também desenvolvem estudos com simulações computacionais, que permitem modelar o comportamento da fumaça e do calor em diferentes cenários. Essas análises ajudam no aperfeiçoamento de rotas de fuga, estratégias de combate e no desempenho dos sistemas de proteção.
O relatório também inclui testes práticos sobre a eficiência de agentes extintores e o funcionamento de sistemas de combate a incêndio, contribuindo diretamente para tornar as operações mais eficazes.
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Impacto econômico e proteção de vidas
O valor de R$ 3,1 bilhões em bens preservados em 2025 é resultado direto dessa atuação integrada. O cálculo considera tanto a rapidez da resposta dos bombeiros nas ocorrências quanto a eficiência dos sistemas de segurança, sejam eles passivos ou ativos, instalados nas edificações.
De acordo com o major Tadeu Luiz Alonso Pelozzi, os resultados demonstram impacto direto na preservação do patrimônio, por meio dos bens salvados. "Além da redução de riscos à vida, ao mesmo tempo em que reforçamos o compromisso da corporação com a prevenção, a partir da identificação dos principais cenários de incêndio e dos equipamentos associados ao processo de ignição", fala ele.
Com isso, Santa Catarina consolida um modelo de atuação que une investigação, tecnologia e prevenção para reduzir incêndios, salvar vidas e minimizar prejuízos.
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