A negociação da Prefeitura de Criciúma para que o Sesi (Serviço Social da Indústria) assuma as creches da Afasc (Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma) gerou descontentamento em lideranças do Steersesc (Sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina).
O advogado do sindicato, Rodrigo Custódio de Medeiros, critica a possibilidade e diz que as negociações para o fim da greve estão congeladas. Em entrevista ao portal 4oito, Medeiros afirma que início da greve marcou um novo período sem tratativas.
“A greve nunca foi a primeira opção. O que buscamos desde o início é negociação e o pagamento do piso salarial para os professores”, sustenta.
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Preocupação com a possível mudança para o Sesi
A prefeitura estuda alternativas para evitar que mais de 6 mil crianças fiquem sem atendimento nas creches do município. Entre as possibilidades está a elaboração de um contrato para que o Sesi assuma a concessão das unidades, antecipando o fim do vínculo atual com a Afasc, previsto para 31 de dezembro.
O advogado afirma que os professores do Sesi recebem o piso salarial da categoria. "Preocupa essa questão já que os profissionais da Afasc recebem menos", explica.
Declarações estão tomando um "caminho errado"
O advogado ainda afirma que o debate sobre a paralisação está tomando um rumo político nas redes sociais. Ele também rebateu críticas ao movimento grevista.
“Essas declarações estão seguindo um caminho errado, somente para o lado político. Tudo o que queremos é o direito do professor. Eles querem nos colocar contra a sociedade, mas nós nos importamos com a educação e, por isso, estamos realizando a greve. Esse não era o primeiro plano. O objetivo inicial sempre foi a negociação, mas a Afasc e a prefeitura não quiseram”, argumenta.
A greve iniciou nessa terça-feira (12), com adesão de 90% da categoria. Segundo o sindicato, cerca de 350 professores participam da paralisação, que ocorre em reivindicação ao pagamento do piso nacional do magistério, atualmente fixado em R$ 5.130,64 para jornada de 40 horas semanais. Os profissionais alegam que recebem cerca de R$ 3,1 mil, valor considerado abaixo do piso da categoria.
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