A greve dos professores da Afasc (Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma) chegou ao quarto dia nesta sexta-feira (15) com novas manifestações no Centro da cidade e mobilização de pais de alunos para um protesto marcado neste sábado (16). O ato desta manhã ocorreu em frente ao CEI Lapagesse, principal creche da rede municipal.
Gabriela Gonçalves, professora e uma das líderes do movimento, explica que cerca de 90% das professoras seguem em greve. "É cansativo para nós, mas nós estamos conseguindo mantê-las motivadas, e é isso que nos deixa felizes e confiantes pra que dê tudo certo", afirma.
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A paralisação começou na terça-feira (12) e afeta mais de 6 mil crianças atendidas nas unidades administradas pela Afasc. Enquanto isso, a Prefeitura de Criciúma mantém medidas emergenciais, como distribuição de alimentação para os alunos e negociações para que o Sesi (Serviço Social da Indústria) assuma as creches.
Mais de 600 pais devem fazer passeata
Além das manifestações das professoras, pais de alunos também se mobilizam para participar dos protestos. Um grupo criado para organizar a manifestação deste sábado já reúne cerca de 630 pessoas.
“Os pais que estão organizando uma manifestação para amanhã, virá algumas professoras também, mas a manifestação está sendo organizada por um grupo de pais”, diz.
Funcionamento das creches
A Afasc informou que cerca de 30 creches estavam funcionando parcial ou integralmente. Já Gabriela sustenta que a situação é diferente nas unidades. “A informação que nós conseguimos acessar ontem é que um CEI está funcionando normalmente, e outros oito CEIs estão funcionando de forma parcial”, argumenta.
Ela também questionou os dados sobre os profissionais que não aderiram à paralisação. “Essas 140, na verdade, são funcionários em geral, porque o apoio, o pessoal do apoio está trabalhando, diretoras, secretárias também estão trabalhando”, afirmou.
Professoras cobram negociação
Apesar do desgaste após quatro dias de paralisação, ela afirma que as professoras seguem mobilizadas, mas seguem em busca de diálogo com a Afasc, que ainda não abriu novas tentativas de negociação.
“Nós não queremos continuar em greve, nós não queríamos estar em greve, nós queríamos estar trabalhando, mas nós queremos também uma boa negociação”, concluiu.
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