O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se autodeclarou o "verdadeiro presidente eleito do Brasil" em comunicado publicado nas redes sociais. A carta foi a primeira manifestação do candidato derrotado no 2º turno das eleições após saída para os Estados Unidos.
No documento, Bolsonaro agradece nominalmente os presidentes Javier Milei e Donald Trump. Segundo informações da Agência Brasil, o senador fugiu do país por meio de uma operação secreta com apoio do governo argentino.
"Antes de mais nada, queria agradecer ao Presidente Milei, pela coragem, senso de justiça e legalidade, ao Presidente Trump e ao maravilhoso povo americano por me acolher. Essa é uma terra de liberdades e irmãos que comungam dos mesmos valores das boas pessoas do meu país. O Presidente Trump é um grande defensor da liberdade de expressão.", disse em carta
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Flávio acusa perseguição
Na carta, o senador carioca cita que sua fuga do país é justificada. Segundo ele, não seria possível lutar contra o sistema estando no Brasil.
"Quero deixar claro: não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece, pois calado, preso e censurado, como meu pai está, eu não poderia ser essa liderança e seríamos entregues ao teatro institucional de uma oposição castrada e controlada pela Suprema Corte repleta de serviçais do regime."
Oposição a partir do exterior e fraude nas urnas
Bolsonaro afirmou que, a partir dos EUA, irá organizar a oposição ao governo Lula no Brasil. Nos próximos idas, o senador irá apresentar uma estratégia para mobilizar a oposição e o "imenso apoio popular" para impedir que Lula "consolide um regime ditatorial no Brasil".
Flávio ainda aponta que foi vítima de fraude eleitoral no 2º turno da eleição presidencial. No texto ele responsabiliza Cristiano Zanin pelo resultado após a prorrogação da votação até às 19h.
Apoio da bancada do PL
A bancada de parlamentares do Partido Liberal no Congresso manifestou nesta quarta-feira seu "total apoio" ao senador Flávio Bolsonaro. Em nota divulgada nas redes sociais, Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Portinho (PL-RJ), líderes na Câmara e no Senado, afirmam que a mídia trata Flávio como um foragido, além de minimizar a não entrega dos passaportes por parte do senador.
"Não se pode transformar uma situação em outra nem divulgar como fato uma classificação que não corresponde à realidade. A informação deve ser tratada com responsabilidade, sem precipitações e sem julgamentos antecipados", escreveram na manifestação.
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