Com a vitória nas eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seguirá para o quarto e último mandato da carreira política. Com o vácuo deixado pelo maior líder da esquerda no país, especialistas já especulam quem poderá ser o sucessor do político petista. O debate aconteceu nesta terça-feira (26), no programa Adelor Lessa, na Som Maior.
Segundo o advogado e analista político Diego Tavares, o único nome que é consenso entre os campos de esquerda e os campos do Partido dos Trabalhadores é o de Lula.
“A esquerda tem um nome só que é consenso, que consegue unir todos os campos de esquerda e até os campos do próprio PT, que é dividido em quatro ou cinco facções partidárias com lideranças diferentes. Você tem várias pessoas ali com visões diferentes e que não se dão muito bem”, detalhou.
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Risco de uma esquerda dividida em 2030
Para evitar um racha político dentro do espectro progressista, Tavares avalia que é necessário que o atual presidente escolha um “ungido” para passar o bastão. “A única forma de manter todos esses nomes de esquerda unidos é com a indicação do presidente Lula, alguém que ele diga: ‘eu construí isso daqui e é para quem eu quero passar meu bastão’, avalia.
O analista avalia que o principal nome para sucessor de Lula sairá do trio Rafael Fonteles (PT), governador reeleito do Piauí, Camilo Santana (PT), senador pelo Ceará e coordenador da campanha no 2º turno, e Geraldo Alckmin (PSB), vice-presidente. Dentre os nomes, Tavares aponta que após a virada no 2º turno, Santana é o principal nome para sucessão presidencial.
“Eu acho que depois deste processo eleitoral, quem sai muito fortalecido é o Camilo Santana. Camilo arrancou uma vitória histórica no Ceará. Eu tenho bastante convicção, não só por ser um ‘petista velha guarda’, mas também é o nome que hoje tem melhores condições de suceder esse trabalho mantendo o vínculo do PT com o Nordeste do país. Se eu fosse colocar as minhas fichas, eu coloco que o sucessor do Lula é o Camilo Santana”, avalia.
“Política é como nuvem, como diria o Datena, e a nuvem que nós vemos agora é essa. [...] Eu acho que a disputa fica entre Rafael Fonteles, Camilo Santana e Geraldo Alckmin, com favoritismo do Camilo pelo desempenho eleitoral, pela regionalidade e pela relação com o presidente da República. Se as coisas não se alterarem, é um forte nome”, conclui.
Posse tem data alterada
A posse presidencial está marcada para o dia 5 de janeiro de 2027. A mudança foi estabelecida pela Emenda Constitucional nº 111/2021, que fez com que o evento deixasse de acontecer no primeiro dia do ano.
Os governadores serão empossados no dia seguinte, 6 de janeiro. O dispositivo não alterou a data de posse do legislativo, os deputados federais e senadores eleitos seguirão tomando posse no dia 1º de fevereiro.
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