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Entrevero na calçada vira protesto de bancários em frente a Itaú e Caixa em Criciúma

Sindicato afirma que negociações estão travadas e ameaça paralisação caso não haja avanço até a próxima semana

Por José Demathé Criciúma, SC, 20/08/2026 - 12:22 Atualizado há meio minuto
Refeição típica foi utilizada pelos bancários para simbolizar o impasse nas negociações | Foto: José Demathé/4oito
Refeição típica foi utilizada pelos bancários para simbolizar o impasse nas negociações | Foto: José Demathé/4oito

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O atrito entre os trabalhadores do setor financeiro e os bancos ganhou contornos culinários e tom de protesto nas ruas de Criciúma nesta quinta-feira (20). Diante do travamento das negociações da Campanha Salarial 2026, o Sindicato dos Bancários e Região promoveu o “Entrevero Bancário”, uma mobilização concentrada em frente às agências do Itaú e da Caixa Econômica Federal na Rua Santo Antônio

O ato utilizou a tradicional receita do planalto catarinense para simbolizar a confusão e a falta de entendimento na mesa de negociação com a Federação Nacional dos Bancos (Fenaban).

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O protesto reuniu bancários e apoiadores do movimento sindical que, durante o ato, partilharam a refeição na calçada enquanto dialogavam com a população sobre as reivindicações da categoria. 

Manifestantes conversaram com a população sobre as reivindicações da categoria durante o ato | Foto: José Demathé/4oito

De acordo com o presidente do Sindicato dos Bancários de Criciúma e Região, Laércio Silva, a escolha da metáfora traduz o descontentamento da classe após sucessivas rodadas de conversas sem avanços concretos na reposição da inflação, ganho real ou condições de trabalho.

"A gente tá aproveitando esse entrevero de lá e fazendo o entrevero bancário aqui. A nossa relação com os banqueiros está mais para um entrevero, uma falta de entendimento, por conta da ganância e da exploração deles. Por isso, vamos levar esse entrevero também para a rua, conversar com a categoria e com a população e mostrar o que está acontecendo na negociação", afirmou Silva.

A escolha das instituições para a mobilização responde a critérios específicos de cada banco. No caso do Itaú, o protesto mira os resultados financeiros astronômicos da instituição privada.

"O Itaú por ser o banco com maior lucro. O lucro que eles tiveram ano passado, de 47 bilhões, corresponde a um lucro per capita de 510 mil por empregado, ou seja, depois que o banco pagou as despesas e salários, cada bancário deu ao banco esse valor. Não tem paralelo no universo esse tipo de questão", destacou Silva.

Protesto ocorreu em frente às agências do Itaú e da Caixa, na Rua Santo Antônio | Foto: Gabrielle Rebelo/4oito

Já na Caixa Econômica Federal, além das reivindicações econômicas gerais negociadas na mesa única, há um impasse direto sobre a gestão da assistência médica dos trabalhadores.

Segundo o líder sindical, a Caixa criou um teto de gasto em relação ao Saúde Caixa que torna inviável o financiamento do plano pelos empregados na configuração atual, sendo fundamental derrubar esse teto para garantir a continuidade do benefício.

O sindicato aguarda que as instituições financeiras apresentem uma proposta satisfatória até a próxima semana. Caso o impasse persista, os bancários de Criciúma realizaram uma plenária para deliberar sobre o indicativo de paralisação total e greve em todas as agências da região.

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