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E se não existisse FGTS?

Para o contador Luan Machado, o fundo precisa existir e permanecer da forma que está
Por Giovana Bordignon Criciúma, SC, 13/06/2022 - 19:51
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

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O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) “dá condições ao trabalhador, em uma possível demissão, de se manter por um determinado período”, segundo o contador e professor Luan Machado. Mas e se não existisse o FGTS? As pessoas guardariam 8% do seu salário todos os meses? Existe educação financeira para isso no Brasil?

Para Luan, sem dúvidas, o FGTS precisa existir e permanecer da forma que está. O fundo funciona como uma garantia e foi criado com o objetivo de proteger o trabalhador que for demitido sem justa causa. Os valores do FGTS pertencem exclusivamente ao trabalhador e, em algumas situações especiais, pode ser sacado sem que o trabalhador tenha deixado o emprego.

Há quem prefira que o FGTS não existisse, mas, como explica o contador, se isso acontecesse, a maioria dos trabalhadores não guardaria o dinheiro como garantia em casos de emergência. “A situação em que estamos, onde a renda está um pouco baixa, faria com que o trabalhador não poupe esse valor e acabe utilizando ele diariamente e vai perder a ideia central do Fundo de Garantia”, pontuou.

Considerando a educação financeira atual, disponibilizar esse valor aos trabalhadores, não daria o amparo que é oferecido pelo FGTS, podendo tornar a situação ainda mais precária. “O valor, por mais que seja 8%, é um valor representativo, e se você chega nesse período e não tem esse saldo para utilizar, te deixa em uma situação que, talvez, não consiga se manter sem um novo emprego”, alertou.

Luan lembrou que, para os aposentados que ainda tem vínculo empregatício, a possibilidade de saque do FGTS já está disponível e acontece exatamente o que é esperado caso a opção seja dada a todos. “Esse valor não é guardado efetivamente como acontece na Caixa, ele é consumido mensalmente. Então, existe essa realidade e a gente já tem ela como exemplo. O trabalhador não tem essa cultura de fazer um investimento, manter o dinheiro depositado com rendimento, para uma situação de emergência”, concluiu.

Confira o trecho da entrevista ao 60 minutos:

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