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Crise no Hospital Santa Catarina: trabalhadores protestam por rescisões e médicos relatam atraso

Protesto aconteceu na manhã desta quarta-feira (17), na avenida Centenário

Por Matheus Adan Criciúma, SC, 17/06/2026 - 10:54 Atualizado há 1 minuto
Funcionários protestaram reivindicando seus direitos./ Divulgação: 4oito
Funcionários protestaram reivindicando seus direitos./ Divulgação: 4oito

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A manhã desta quarta-feira (17) foi marcada por mais um protesto de funcionários do Hospital Público Materno Infantil de Criciúma (Hmisc), cobrando do Instituto de Desenvolvimento, Ensino e Assistência à Saúde (Ideas) os direitos trabalhistas. Segundo o presidente do Sindisaúde, Cléber Cândido, são quase 480 funcionários que estão sofrendo com essa situação.

“No dia de ontem (16) era pra ter recebido suas verbas rescisórias, mas isso não aconteceu, o prazo findou no dia de ontem. Trabalhadores pediram pra fazer essa mobilização pra denunciar a situação em que estão sem suas rescisões de contrato, estão sem os termos de rescisões que poderiam garantir pelo menos que os mesmos pudessem acessar o ciclo de desemprego, pegassem o FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), mas nada disso aconteceu”, disse o presidente. 

Cândido sustenta que existem médicos que estão há mais de três meses sem receber salários e, anteriormente, ocorreu o mesmo com os servidores do Samu (Serviço de atendimento móvel de urgência), o que torna a situação insustentável. “Questões essas que vêm acontecendo corriqueiramente. Já aconteceu anteriormente com o Samu, com o próprio Santa Catarina, o Instituto Ideas pega, e várias outras empresas vieram aí pra cá, administram os hospitais públicos e acabam dando calote aos trabalhadores”, completou o presidente.

Ex-funcionários do Hospital Materno de Criciúma protestaram na manhã dessa quarta-feira (17)./ Divulgação: 4oito 
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Tentativas de acordo

O sindicato entrou em contato com o Governo do Estado de Santa Catarina para tentar resolver essa situação, pedindo pelo menos que fosse liberado os termos de rescisão para que os trabalhadores tenham direito a receber alguns dos direitos, mas sem sucesso. “O sindicato encaminhou uma proposta pro próprio Ideias ó, que vocês não têm dinheiro pra pagar agora a rescisão, mas que pelo menos libere os termos de rescisão pra garantir que esses trabalhadores possam acessar os serviços de emprego, pegar o FGTS, que isso já ameniza a situação, né? Mas nem isso foi feito, no total dos casos com os trabalhadores aí, que estão aí agora à mercê dessa situação.”

Ainda segundo o presidente, nem respostas são recebidas, seja quando são enviados ofícios ou quando feitos pelo whatsapp, o que dificulta ainda mais a situação. 

A expectativa do sindicato é que até na próxima semana, a situação se resolva. Caso não aconteça, a ideia é que o grupo de funcionários vá até Florianópolis para resolver essa situação. “A gente vai estar fazendo lotação de ônibus pra tentar pressionar o governo do Estado, a Secretaria da Saúde também, e agilizar essa situação”, disse Cléber. 

Médicos cobram providências

Em nota, o Corpo Clínico Médico do Hospital Materno Infantil Santa Catarina (HMISC) manifestou preocupação pelo atraso no pagamento dos honorários referentes aos meses de abril e maio de 2026. Os profissionais afirmam que, apesar das promessas de regularização, os valores seguem pendentes e cobram providências da antiga gestora, Organização Social IDEAS, e do Governo de Santa Catarina.

Os médicos reforçam que a mudança de gestão não elimina a responsabilidade pelos pagamentos e destacam que seguem atendendo a população, mas não podem continuar arcando com prejuízos causados por falhas administrativas. A categoria pede a quitação dos valores em atraso com urgência.

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