A Prefeitura de Criciúma e o Grupo Forquilhinha iniciaram um período de testes com um ônibus movido a biometano, como parte da busca por alternativas mais sustentáveis para o transporte coletivo. O veículo foi emprestado por uma empresa e ficará em operação experimental durante 30 dias na região.
O teste faz parte de um estudo que também avalia outras possibilidades para a renovação da frota, como os ônibus elétricos. A intenção é comparar diferentes matrizes energéticas e analisar custos, desempenho, conforto e impactos ambientais antes de definir quais tecnologias poderão ser adotadas no sistema.
LEIA MAIS:
- Ônibus panorâmico com passeios gratuitos será nova atração turística em Criciúma
- Apreensão judicial tira 20 ônibus de circulação e afeta 15 linhas em Criciúma
- O que explica o déficit milionário alegado pelas empresas do transporte coletivo de Criciúma
Objetivo é analisar os números de cada alternativa
O presidente do Conselho do Grupo Forquilhinha, Carlos Amodeu, explica que o objetivo é analisar os números de cada alternativa antes de tomar uma decisão.
“Os tipos que tem são diesel, elétrico e gás. Vamos ver os números para a região, o que viabiliza melhor. Depois do que viabiliza, a gente bate o martelo junto com o poder público e define: é esse modelo”, afirmou.
Amodeu esclareceu ainda que o ônibus atualmente em teste não representa necessariamente o modelo que será adotado futuramente. “Esse modelo de veículos não tem nada a ver com o nosso modelo. Isso aqui é só um protótipo que eles têm pronto e nos emprestaram. A nossa tendência é algo muito parecido com o que já existe”, explicou.
Segundo Amodeu, o ônibus permanecerá na região durante 30 dias, sendo utilizado em diferentes sistemas. “Não foi comprado, é teste. Ele vai ficar 30 dias aqui na região: 20 dias em Criciúma para o Cribus e mais uns 10 dias para o intermunicipal”, detalhou.
Outros modelos também serão avaliados
A intenção é que outros modelos também sejam avaliados. Entre as possibilidades está o ônibus elétrico, que poderá ser testado posteriormente..
O gerente operacional Rodnei Tiscoski explica que o ônibus movido a biometano apresenta características semelhantes às dos veículos troncais utilizados atualmente no município.
“Ele tem uma configuração com motor traseiro, ar-condicionado e suspensão a ar, muito parecido com o nosso troncal. A diferença é que esse modelo não tem as portas altas de plataforma”, explicou.
Segundo Tiscoski, o veículo será testado primeiro em uma linha expressa e, posteriormente, deverá circular também pelas linhas alimentadoras.
“A gente consegue fazer o teste no expresso, que é idêntico aos ônibus da troncal. Então vamos iniciar fazendo o expresso e depois colocar nas linhas alimentadoras também para fazer esses testes”, afirmou.
Necessidade coletiva de modernização
O prefeito Vagner Espíndola destaca que a modernização do transporte coletivo é uma necessidade não apenas de Criciúma, mas de cidades que buscam adaptar o sistema às novas demandas.
“O que nós estamos testando é uma nova possibilidade. Quando você traz opções como o gás natural através do biometano, ou até mesmo os ônibus elétricos, nós estamos falando em tornar esse transporte mais atrativo para o usuário e também pela questão orçamentária”, afirmou.
Segundo o prefeito, a redução dos custos com combustível pode ajudar a tornar o sistema mais equilibrado. “Quando você diminui o custo das empresas com combustível, naturalmente consegue ter um equilíbrio dessa operação, onde o cidadão pode, ao fazer a primeira reflexão sobre qual a forma como ele vai se locomover, optar sempre pelo transporte de passageiros”, explicou.
Espíndola também reforçou que os resultados dos testes ainda serão analisados antes de qualquer decisão. “Agora precisamos nos debruçar sobre planilhas, precisamos nos debruçar sobre números para que a gente possa efetivamente fazer uma resposta para o nosso usuário do sistema”, destacou.
DEIXE AQUI SEU PALPITE PARA O JOGO DO CRICIÚMA!