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'Preso na neve': caminhoneiro de SC supera espera de 34 dias para retomar viagem ao Chile

Motorista ficou mais de um mês parado na Argentina e enfrentou frio, saudade e estrutura precária

Por Gabrielle Rebelo Criciúma, SC, 22/08/2026 - 06:50
Catarinense ficou 34 dias preso pela nevasca em Mendoza, na Argentina | Reprodução/redes sociais/4oito
Catarinense ficou 34 dias preso pela nevasca em Mendoza, na Argentina | Reprodução/redes sociais/4oito

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Depois de 34 dias retido na aduana de Mendoza, na Argentina, o caminhoneiro Jairo Luan Gomes, de Sombrio, no Sul de Santa Catarina, voltou a seguir viagem. O motorista ficou mais de um mês impedido de avançar por causa da nevasca histórica que atingiu a Cordilheira dos Andes e provocou bloqueios na fronteira com o Chile.

Em entrevista à reportagem, Jairo contou que já deixou a aduana e retomou o deslocamento. A viagem havia começado em Sorocaba, em São Paulo, com destino a Concón, na região de Viña del Mar, no Chile. 

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Inicialmente, o caminhoneiro esperava ficar parado entre dez e 15 dias. Com o passar do tempo, porém, a espera se prolongou. Quando chegou a cerca de 20 dias, os motoristas perceberam que a situação estava fora do previsto.

“Na verdade, o momento mais difícil que a gente tem é a saudade da família e quando chegaram as primeiras notícias de que não ia ser só 15 a 20 dias, que ia ser além do esperado”, relatou Jairo.

 Rotina dentro do caminhão

Caminhoneiros precisaram adaptar a rotina | Foto: Reprodução Redes Sociais/4oito 

Apesar das condições adversas, os caminhoneiros precisaram adaptar a rotina enquanto aguardavam a liberação da passagem. Jairo explicou que permanecia no próprio caminhão, onde tinha espaço para dormir e preparar refeições.

“A gente fica dentro do caminhão, porque acaba tendo tempo para dormir no caminhão, tranquilo. É o normal do motorista que viaja para o Mercosul”, explicou.

Os veículos utilizados em viagens internacionais contam com cama e uma caixa de cozinha, estrutura que ajudou os motoristas a enfrentar o longo período de espera.

No local onde Jairo permaneceu, houve apenas um dia de neve. A maior intensidade ocorreu em uma área próxima à cidade, onde as condições da estrada impediram o avanço dos veículos.

Estrutura precária

As baixas temperaturas foram outro desafio | Foto: Reprodução Redes Sociais/4oito  

Durante os dias em que permaneceu na aduana, Jairo também relatou dificuldades relacionadas à estrutura disponível para os caminhoneiros. Segundo ele, o local tinha pouca assistência, sem banheiro adequado, chuveiro ou atendimento médico permanente.

As refeições também precisaram ser improvisadas. A Associação de Caminhoneiros de Mendoza auxiliou os motoristas com água potável e sopa, enquanto outras refeições eram preparadas nas cozinhas dos próprios caminhões.

As baixas temperaturas foram outro desafio. Em relato anterior, Jairo contou que a temperatura chegou a ficar abaixo de zero durante o dia.

Outros caminhoneiros também ficaram retidos

Situação atingiu diversos profissionais que utilizavam a rota entre Argentina e Chile | Foto: Reprodução Redes Sociais/4oito   

A situação atingiu diversos profissionais que utilizavam a rota entre Argentina e Chile. Empresas de Santa Catarina tiveram veículos parados na região e relataram preocupação com os atrasos nas entregas e os prejuízos operacionais.

Em diferentes momentos, mais de mil caminhões chegaram a ficar retidos na região em razão dos bloqueios provocados pela neve.

Agora, após mais de um mês parado, Jairo conseguiu deixar a aduana e retomar a viagem. O motorista segue em deslocamento, enquanto a situação na região da Cordilheira continua sendo acompanhada pelos profissionais que dependem da passagem entre os países.

Depois de 34 dias de espera, a sensação, segundo o caminhoneiro, é de mais uma etapa superada. “Mas, por fim, superamos mais uma”, resumiu.
 

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