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Criciúma: a cidade fantasma

Archimedes comenta sobre os impactos do coronavírus, que deixaram as ruas e os locais públicos e comerciais de Criciúma vazios
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC , 23/03/2020 - 12:33Atualizado em 23/03/2020 - 13:03

Estão todos, ou pelo menos quase todos, de quarentena em Criciúma. A principal das recomendações das autoridades e das vigilâncias sanitárias de todo o país como prevenção ao coronavírus está sendo cumprida por boa parte dos criciumenses: ficar em casa - o que faz com que Criciúma quase se transforme em uma cidade fantasma.

“Criciúma está vazia. Seus habitantes amedrontados e limitam-se ao quadrado de suas casas e apartamentos. Não há pessoas nas ruas, nem nos parques, praças, quadras, casas comerciais e estabelecimentos industriais, está tudo parado. Viramos uma cidade fantasma”, comentou o historiador Archimedes Naspolini Filho.

Uma cidade se torna fantasma, geralmente, quando a atividade econômica que a apoia cessa, seja por conta de desastres da natureza, ou causados por humanos, de inundações a desastres nucleares. E os tempos de reclusão aparentemente vão continuar, já que a extensão das coisas deve durar mais alguns meses.

A previsão é de que a “vitória” contra o novo coronavírus aconteça no início do segundo semestre, segundo especialistas. Até lá, ainda restam basicamente cinco meses. “Haverão problemas infindáveis no setor da produção e do abastecimento, com reflexo imediato na circulação de riquezas, contrato de trabalho e valores remuneratórios. Há quem diga que já tivemos crises assemelhadas, como os pós guerras e as quebras das bolsas.  Mas nessas, as pessoas ainda estavam nas ruas, nas praças, indústrias e escolas”, diz Archimedes.

“Mas o nosso cuidado primeiro e principal é com a nossa vida, e para nos preservarmos temos que acatar a isso tudo. Por enquanto, é seguir o que nos recomenda a autoridade sanitária nos três níveis de governo”, concluiu Archimedes.
 

Tags: coronavírus