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Coronel Cabral e as preocupações com a criminalidade

Comentarista elenca três pontos preocupantes em relação ao aumento dos índices de violência
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma - SC , 19/08/2020 - 10:34Atualizado em 19/08/2020 - 11:29

Em Santa Catarina, em relação às estatísticas criminais, estamos nos melhores anos, com quedas nos principais índices de ocorrências como homicídios e assaltos - segundo afirma o coronel Márcio Cabral. Mesmo assim, ainda há três fatores que preocupam o coronel em relação a uma possível retomada do crime no estado.

O primeiro fator levantado é a falta de investimento na estrutura policial. “Em razão da aparente mansidão dos delitos, vão esquecendo de efetuarem investimentos em treinamentos policiais, manutenção e ampliação do efetivo, ampliação da tecnologia de perícias criminais e na infraestrutura mínima de viaturas, armamentos e equipamentos de proteção individual”, declarou. 

O segundo ponto preocupante levantado pelo coronel diz respeito ao enfraquecimento da lei penal. Segundo Cabral, o poder judiciário, nos últimos anos, tem interferido em situações que somente somente o universo marginal pode mediar qualquer alteração.

“Vimos um dos ministros do STF impedir que se efetuasse operações policiais nos morros do Rio de Janeiro, sob alegação de ser um período de risco em função da pandemia do novo coronavírus, facilitando a vida de traficantes e aglomerações constantes oriundas principalmente dos bailes funk”, pontuou.

O terceiro e último fator destacado por Cabral diz respeito a continuidade da liberdade para menores do crime, o que acaba criando “áreas de exclusão”, pessoas que não são atingidas pela lei. “Temos marginais travestidos de menores que vão perambulando pelo mundo do crime sem qualquer punição, ou criminosos de vasta ficha criminal que ocupam presídios quando deveriam estar em regimes prisionais diferenciados”, ressaltou.