O Porto Meridional, que será construído em Arroio do Sal, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, será uma nova alternativa logística para empresas catarinenses escoarem a produção.
Com investimento 100% privado de R$ 6,5 bilhões, o Porto Meridional terá capacidade de até 53 milhões de toneladas por ano, o que o posicionará como alternativa para ampliar a eficiência logística no Sul do país e reduzir gargalos nos corredores de exportação e importação.
Isto é o que acredita o presidente da Associação Empresarial de Criciúma (Acic), Franke Hobold.
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“Sabemos que será um investimento de grande porte e totalmente privado. Todo aporte em infraestrutura precisa ser celebrado e incentivado. Para nós, representa mais uma alternativa para dar agilidade aos embarques da nossa região. Essa nova estrutura portuária dará um impulso importante na economia daquela região investimento desse porte gera riqueza e todos ganham”, afirma.
Capacidade prevista
O projeto segue o modelo de porto marítimo onshore, construído junto à costa, mas fora da faixa de areia. A proposta prevê soluções para conciliar a operação logística com a preservação ambiental, mantendo o uso público da orla.
O Porto Meridional já recebeu aval da Marinha do Brasil, do Ministério de Portos e Aeroportos e da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), além de ter sido declarado de utilidade pública pelo governo estadual.
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A previsão é de cerca de 1,5 mil empregos diretos, além de milhares de vagas indiretas, tanto na fase de obras quanto na operação do terminal. O empreendimento também tende a atrair novos negócios e estimular cadeias produtivas ligadas ao comércio exterior e à indústria.
Com investimento privado, capacidade operacional prevista e exigências ambientais ainda em análise, o Porto Meridional avança no processo de licenciamento como um dos principais projetos de ampliação da infraestrutura logística no Sul do Brasil.
Licenciamento ambiental
O projeto entrou em fase decisiva do licenciamento ambiental conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
O Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) foi considerado apto para análise pelo órgão federal, após o cumprimento das exigências iniciais dentro dos parâmetros regulatórios.
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