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Cidade de SC reduz quase 80% da população de rua em três anos

Estratégia combina acolhimento, tratamento, capacitação e encaminhamento para o mercado de trabalho

Por Lucas Mackowieski Criciúma, SC, 04/09/2026 - 07:10 Atualizado há 14 segundos
Município afirma ter reduzido de 130 para cerca de 30 pessoas em situação de rua desde 2023 | Foto: Divulgação/Prefeitura de Brusque
Município afirma ter reduzido de 130 para cerca de 30 pessoas em situação de rua desde 2023 | Foto: Divulgação/Prefeitura de Brusque

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De mais de 130 para cerca de apenas 30 pessoas em situação de rua. A mudança registrada em Brusque desde 2023 é resultado, conforme o prefeito André Vechi, de uma série de ações que vão além do acolhimento. O município passou a combinar abordagem social, tratamento, capacitação e encaminhamento para o mercado de trabalho.

Para Vechi, não existe uma solução única para o problema. “Não existem soluções simples para problemas complexos”, afirmou.

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De acordo com ele, a abordagem precisa considerar as diferentes situações encontradas pelas equipes, criando primeiro uma relação de confiança com quem está nas ruas. O prefeito também destacou a atuação conjunta entre a assistência social e as forças de segurança.

Brusque passou a combinar abordagem social, acolhimento e encaminhamento para tratamento | Foto: Divulgação/Prefeitura de Brusque

“A gente tem que separar as pessoas que estão na rua, tem um morador de rua que precisa e merece uma oportunidade e uma ajuda do poder público”, declarou.

Ações adotadas em Brusque

Entre as principais medidas citadas pelo prefeito estão:

  • Abordagem social e criação de vínculo com as pessoas;
  • Atendimento no Centro Pop e acolhimento no albergue municipal;
  • Capacitação e encaminhamento para oportunidades de emprego;
  • Internações voluntárias e involuntárias;
  • Parcerias com clínicas e casas terapêuticas.

Somente neste ano, Vechi afirma que mais de 60 internações voluntárias e involuntárias foram realizadas. Nos casos involuntários, a medida depende da avaliação de um médico do SUS. Cada internação custa cerca de R$ 9 mil por mês ao município e pode durar até 90 dias.

Segundo o prefeito, porém, o objetivo não é apenas reduzir o número de pessoas nas ruas.

“Não é simplesmente baixar o número e falar: ‘eu resolvi o problema’. É entender que essas pessoas que saíram da rua encontraram uma oportunidade, que saíram da rua e conseguem ter dignidade nas suas vidas”, afirmou.
 


Além das ações diretamente voltadas à população em situação de rua, Vechi citou medidas de combate à vulnerabilidade social.

Conforme André, o número de famílias beneficiadas pelo Bolsa Família caiu 25%, enquanto mais de mil crianças deixaram a fila por vagas em creches. Para o prefeito, os resultados mostram que o enfrentamento precisa ser contínuo e envolver diferentes áreas do poder público.

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