O segundo bloco do primeiro debate entre candidatos ao Senado por Santa Catarina, promovido pela Rádio Som Maior e pelo Portal 4oito, foi marcado por perguntas diretas entre os concorrentes.
Cada candidato teve direito a questionar um adversário, com um minuto para pergunta, dois minutos para resposta, um minuto de réplica e um minuto de tréplica.
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A ordem das perguntas foi definida previamente por sorteio. Participam do debate Esperidião Amin (PP), Jeferson Rocha (PRD), Décio Lima (PT), Antídio Lunelli (MDB) e Afrânio Boppré (PSOL).
Candidatos ao Senado discutem economia e políticas públicas
A primeira pergunta foi feita por Décio Lima à Afrânio Boppré. O candidato do PT questionou a avaliação de Boppré sobre os resultados do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva nas áreas de emprego, renda e combate à fome.
Boppré afirmou que, como economista e professor, considera que Lula tem condições de avançar em políticas públicas e destacou investimentos federais em Santa Catarina.
“O presidente Lula, no quarto mandato, vai desenvolver políticas públicas para melhorar a vida da população”, declarou durante o debate.
O candidato também citou obras como a Serra da Rocinha e a BR-470 e defendeu o fim da escala de trabalho 6x1, sem redução salarial.
Na réplica, Décio Lima destacou as visitas de Lula a Santa Catarina e afirmou que parte das soluções para os problemas do Estado depende da articulação em Brasília.
“Quero ser um senador que trabalhe e traga resultados para o nosso povo”, afirmou.
Boppré respondeu que Santa Catarina vive uma “década perdida” e defendeu maior aproximação entre o Estado e o governo federal.
“A nossa função é aproximar Santa Catarina de Brasília”, destacou.
Candidatos ao Senado discutem jogos de apostas
Na sequência, Antídio Lunelli questionou Esperidião Amin sobre as apostas esportivas e os impactos dos jogos de azar no endividamento das famílias brasileiras.
Amin afirmou que o avanço das apostas já provoca problemas dentro das famílias e defendeu medidas para reduzir a publicidade e conter os impactos do setor.
“Isso é uma epidemia. Temos que prosseguir para conter esse tipo de abuso”, enfatizou.
Na réplica, Lunelli citou o número de brasileiros envolvidos com apostas e afirmou que pretende atuar para reduzir a influência do setor.
“Não teremos mais lobby que destrua a família brasileira”,
Amin reforçou o apoio à candidatura de Lunelli e afirmou que os dois poderiam atuar juntos no Senado para enfrentar o problema.
Democracia e eleições também entram no debate
Afrânio Boppré perguntou a Décio Lima se a eleição deste ano seria fundamental para garantir a estabilidade da democracia e impedir uma atuação de oposição ao governo Lula no Congresso Nacional.
Décio afirmou que o Senado tem papel decisivo na governabilidade e criticou o impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, em 2016, classificando o processo como golpe. “O Senado Federal tem um papel fundamental no modelo de governabilidade”, destacou.
Boppré, na réplica, criticou parlamentares catarinenses que votaram contra o fim da escala seis por um e defendeu a eleição de candidatos alinhados ao governo Lula.
Décio respondeu que pretende atuar para ampliar a representação catarinense em Brasília e trabalhar por investimentos e políticas públicas. “Quero ser o senador que mais vai trabalhar na história de Santa Catarina”, afirmou
Morro dos Cavalos volta ao centro das discussões
O Senador Esperidião Amin, questionou Jeferson Rocha sobre o Morro dos Cavalos e o que deveria ser feito para acelerar a solução do problema.
Rocha defendeu fiscalização dos investimentos e criticou a demora na execução de obras de infraestrutura em Santa Catarina.
“Precisamos de um senador atuante que fiscalize, cobre e discuta essa inversão nos poderes federados”, declarou.
O candidato voltou a defender maior autonomia financeira para os Estados e afirmou que Santa Catarina deveria ficar com uma parcela maior dos recursos arrecadados.
Na réplica, Amin defendeu a criação de um cronograma para a obra do Morro dos Cavalos e destacou a necessidade de fiscalização permanente. “Nós temos que resgatar essa obra o mais rapidamente possível”, disse.
Na tréplica, Jeferson declarou apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro e defendeu um governo alinhado ao desenvolvimento econômico e à livre iniciativa.
Agronegócio e renda do produtor rural
No encerramento do segundo bloco, Jeferson Rocha perguntou a Antídio Lunelli sobre a situação dos produtores rurais, citando o preço do arroz e da arroba do boi.
Lunelli afirmou que conhece a realidade do campo por também atuar na produção rural e defendeu medidas para proteger os agricultores diante dos custos elevados e da concorrência de produtos importados.
“Estando no Senado Federal, defenderei a causa do agronegócio, dos nossos empreendedores e dos nossos agricultores”, afirmou
Rocha criticou a concentração do mercado de carnes e citou a atuação da JBS. Também defendeu que recursos públicos sejam destinados ao atendimento de demandas do Sistema Único de Saúde (SUS).
“Precisamos combater os oligopsônios e devolver ao povo brasileiro recursos que são públicos”, declarou
Lunelli concordou com a necessidade de ampliar a concorrência e reforçou sua defesa do setor produtivo.
“Eu defendo o nosso agricultor, o nosso empresário e principalmente os nossos colaboradores”, declarou durante o debate.
Ao final, a mediação encerrou o segundo bloco e anunciou um novo intervalo antes da continuidade do debate. A Som Maior e o Portal 4oito seguem acompanhando a disputa pelas duas vagas de Santa Catarina no Senado Federal.
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