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Audiência pública sem acordo em Orleans

Prefeito não revoga decreto e Instituto Murialdo reforça projeto para futuro da área que foi desapropriada
Denis Luciano
Por Denis Luciano Orleans, SC, 15/05/2019 - 21:05Atualizado em 15/05/2019 - 21:09
Prefeitura expôs imagem com diferença entre os projetos para a área do seminário / Divulgação
Prefeitura expôs imagem com diferença entre os projetos para a área do seminário / Divulgação

Mesmo sob muita pressão, o prefeito Jorge Koch (MDB) mantém o decreto que torna de utilidade pública a área de 34 hectares de propriedade do Instituto Leonardo Murialdo (ILM) em Orleans. A Câmara de Vereadores esteve lotada de manifestantes contrários à posição do Executivo, e o prefeito foi vaiado durante boa parte da sua fala aos vereadores na audiência pública promovida pela Câmara para discutir o polêmico decreto.

"Eu revogo se vocês provarem que até dezembro o Colégio Murialdo vem para Orleans", disse a certa altura o prefeito, que era aparteado na sua fala pelo padre Vilsionei Baggio. "Revogue o decreto e então negociamos", respondeu o sacerdote que, em entrevista à Rádio Som Maior na manhã desta quarta-feira, qualificou o gesto de Koch como um "suicídio histórico".

Koch argumentou que "estão espalhando uma mentira pela região, de que o colégio será reaberto. Isso não é verdade". De pronto, outro aparte do padre Baggio. "O senhor está me chamando de mentiroso, o que eu não sou", o que agitou o público presente. 

Algumas vezes, o prefeito ironizou a plateia presente. "Boa noite, povo de Araranguá", chegou a dizer no início da sua manifestação. Assessores de Koch chegaram a distribuir a informação de que ao menos 80% das pessoas presentes na Câmara não eram de Orleans, e que teriam sido levadas pelo ILM para fazer pressão.

Projetos

Antes do prefeito, o padre Vilsionei Baggio fez a sua exposição de defesa da propriedade do ILM e da atuação antiga e histórica da congregação que representa na cidade. "Ele está matando a história dos murialdos aqui".

A convite da congregação, um representante da JS Empreendimentos - a empresa de Criciúma convidada pelo ILM para desmembrar o loteamento nos 34 hectares em questão - fez uma exposição detalhada do projeto, que consta de 500 lotes com previsão cada de um custo oscilando entre R$ 80 mil e R$ 100 mil.

Após, o prefeito Koch expôs a proposta que tem para a ocupação da área. Abaixo, a relação do que consta como previsão de uso para o espaço de 34 hectares pelo município:

Seminário São José - 3,4 hectares

Parque Urbano Cultural - 5,5 hectares

Centro Poliesportivo - 2,9 hectares

Núcleo de Assistência Social e Cultural - 2,2 hectares

Núcleo de Educação, Tecnologia, Inovação e Desenvolvimento Econômico - 3,7 hectares

Núcleo Administrativo Municipal - 2,9 hectares

Sede da PM - 0,5 hectare

Loteamento do Seminário - 11 hectares

APP - 1,67 hectare

"Quero lembrar que o Seminário São José vai ficar com 3,4 hectares de terra. Isso dá 180 lotes, ninguém está tirando as terras do Seminário São José", reforçou o prefeito, afirmando que o município fará uma proposta "em condições de mercado pela área, assim que houver ambiente para negociação".

Confira mais detalhes nesta quinta-feira, a partir das 7h, no Programa Adelor Lessa na Rádio Som Maior.