Entre as cores do céu e a luz do entardecer, a natureza presenteou os moradores de Laguna, no Litoral Sul de Santa Catarina, nesta semana. No pôr do sol da última quarta-feira (4), o fotógrafo Bruno Escobar registrou um arco-íris completo que se estendia dos Molhes da Praia da Barra até a Praia do Sol.
As imagens ganharam ainda mais destaque porque, naquele fim de tarde, o sol aparecia completamente alaranjado no horizonte, descrito por testemunhas como uma verdadeira “bola de fogo” pouco antes de desaparecer.
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Como um arco-íris se forma?
Segundo o professor de Engenharia Ambiental e Sanitária Michael Peterson, o fenômeno depende de condições específicas. É necessário haver gotículas de água suspensas no ar, que podem vir de chuva, garoa, nuvens ou até de névoa formada por cachoeiras.
Além disso, é indispensável a presença do sol, geralmente em momentos de amanhecer ou entardecer. De acordo com o professor, a posição também é determinante: as gotículas precisam estar à frente do observador, enquanto o sol deve estar atrás.
“A luz solar, inicialmente, tem todas as cores, ela é branca, e quando passa por dentro dessas gotículas de água, acontece um fenômeno de refração e você tem a separação dessas cores”, detalha Michael.
O registro feito por Bruno aconteceu poucas horas após uma leve chuva, cenário ideal para a formação do arco-íris. Segundo o fotógrafo, ele realizou um voo de drone em 360 graus, captando o arco-íris enquanto o pôr do sol acontecia ao mesmo tempo.
Natural de Porto Alegre, o fotógrafo mora em Laguna há cerca de quatro anos e afirma que a repercussão do vídeo o marcou. “Ver pessoas comentando que choraram, pensaram em Deus e sentiram algo especial me fez perceber que eu estava no lugar certo, na hora certa”, relata.
Ele acrescenta que se sentiu “abraçado por Deus” e com uma forte sensação de dever cumprido ao compartilhar as imagens.
Existe um pote de ouro no fim do arco-íris?
Uma curiosidade comum quando o fenômeno aparece é se existe, de fato, um fim do arco-íris. De acordo com o professor Michael, a resposta é não, pelo menos não no sentido literal.
Ele explica que cada pessoa vê o arco-íris de forma diferente, dependendo da posição do observador, do Sol e das gotículas de água no ar. “Tentar encontrar o final é como tentar passar da nossa sombra, chegamos perto e o final muda”, afirma.
Segundo ele, trata-se de um efeito óptico: o arco-íris não é um objeto físico no espaço, mas uma ilusão visual formada pela interação da luz com a água e pela forma como nossos olhos percebem esse fenômeno.
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