Os moradores de Alfredo Wagner, na Serra Catarinense, puderam acompanhar um fenômeno raro no Brasil. No domingo (25), o céu da região foi palco de um espetáculo luminoso conhecido como aurora austral, ocorrência típica do Hemisfério Sul e pouco comum em latitudes brasileiras.
Segundo o site Notiserrasc, o registro chamou a atenção pela raridade e pela intensidade das cores observadas, especialmente em tons avermelhados e esverdeados, visíveis a olho nu e também por meio de fotografias.
De acordo com o professor Michael Peterson, as auroras são fenômenos naturais caracterizados pelo surgimento de luzes coloridas no céu noturno, geralmente nas cores verde, vermelha, azul-violeta ou rosa. “Embora sejam mais comuns nas regiões polares, em circunstâncias especiais elas podem ser observadas em latitudes mais baixas, como no Sul do Brasil”, explica.
Diferença entre aurora boreal e aurora austral
Apesar dos nomes distintos, aurora boreal e aurora austral correspondem ao mesmo fenômeno físico. A diferença está apenas na localização geográfica:
- Aurora boreal: ocorre no Hemisfério Norte, nas proximidades do Polo Norte.
- Aurora austral: ocorre no Hemisfério Sul, nas proximidades do Polo Sul.
Origem do fenômeno
As auroras são provocadas pela interação entre partículas carregadas emitidas pelo Sol, o chamado vento solar, e o campo magnético da Terra. Em períodos de maior atividade solar, esse fluxo se intensifica. “Quando essas partículas alcançam o planeta, são direcionadas pelo campo magnético às regiões polares, onde colidem com gases da atmosfera e produzem luz”, detalha Peterson.
Por que o fenômeno é raro no Brasil?
Santa Catarina está distante dos polos magnéticos, onde as auroras costumam ser mais frequentes. No Brasil, quando ocorrem, geralmente são fracas e observadas próximas ao horizonte sul, muitas vezes perceptíveis apenas em registros fotográficos de longa exposição, em noites com céu limpo e baixa poluição luminosa.
“As auroras boreais e austrais são manifestações extraordinárias da interação entre o Sol e o campo magnético terrestre. Embora normalmente restritas às regiões polares, episódios de intensa atividade solar podem expandir o alcance dessas luzes para latitudes mais baixas, como as do Sul do Brasil”, conclui o professor.
Assista o vídeo:
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