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Archimedes fala sobre as renovações durante a Quaresma

Comentarista cita que nada na vida é eterno e que os ciclos começam com um fim definido
Por Redação Criciúma - SC, 06/03/2019 - 13:01Atualizado em 06/03/2019 - 16:14

Em seu comentário desta quarta-feira (6), Archimedes Naspolini Filho falou sobre a Quarema. Citou que esse é um tempo de penitencia e de orações. Disse que os judeus antes do cristianismo sentavam em cinzas, prática que ajuda a lembrar que todos irão morrer um dia. Lembrou que nada é eterno e que todas as crianças um dia serão adultas.

Ouça o comentário na íntegra:

Confira o texto completo:

Recebi, de um amigo via whatsApp, uma mensagem cujo texto me foi simpático. Gostei e resolvi trazer a público porque, especialmente hoje, ele se enquadra perfeitamente no contexto. Diz assim:

A Quarta-feira de Cinzas foi instituída há muito tempo na Igreja Católica Apostólica Romana que, por séculos e séculos, dominou o mundo com suas regras e preceitos.

É o dia que marca o início da Quaresma, tempo de penitência e de oração mais intensa. 

Para os antigos judeus, sentar-se sobre as cinzas já significava arrependimento dos pecados e volta para Deus. 

As cinzas bentas e colocadas sobre as nossas cabeças, em cerimônias religiosas, durante o dia de hoje,  nos fazem lembrar que vamos morrer, que somos pó e ao pó da terra voltaremos (cf. Gn 3, 19), para que nosso corpo seja refeito por Deus de maneira gloriosa, para não mais perecer, conforme dogma de fé dos cristãos.

A intenção desse sacramental é levar-nos ao arrependimento dos pecados, marcando o início da Quaresma, é fazer-nos lembrar de que não podemos nos apegar a esta vida, achando que a felicidade plena possa ser construída aqui. 

Deus dispôs tudo de modo que nada fosse sem fim nesta vida.

Qual seria o desígnio do Senhor nisso? 

A cada dia de nossa vida, temos de renovar uma série de procedimentos: dormir, tomar banho, alimentar-nos etc. Tudo é precário, nada é duradouro, tudo deve ser repetido todos os dias. A própria manutenção da vida depende do bater interminável do cora¬ção e do respirar contínuo dos pulmões. Todo o organismo repete, sem cessar, suas operações para a vida se manter. Tudo é transitório, nada é eterno. Toda criança se tornará um dia adulta e, depois, idosa. Toda flor que se abre logo estará murcha; todo dia que nasce logo se esvai; e assim tudo passa, tudo é transi¬tório.

Com¬pra-se uma camisa nova e, logo, já está surrada; compra-se um carro novo e, logo, ele estará bastante rodado e vencido por novos modelos, e assim por diante.

A marca da vida é a renovação. Tudo nasce, cresce, vive, amadurece e morre. A razão profunda dessa realidade tão transitória é a lição cotidiana que o Senhor nos quer dar de que esta vida é apenas uma passagem, um aperfeiçoamento, em busca de uma vida duradoura, eterna e perene.

A efemeridade das coisas é a maneira mais prática e cons¬tante encontrada por Deus para nos dizer, a cada momento, que aquilo que não passa, que não se esvai, que não morre, é aquilo de bom que fazemos para nós mesmos, principalmente para os outros. Os talentos multiplicados no dia a dia, a perfei¬ção da alma buscada na longa caminhada de uma vida de me-ditação, de oração e piedade, essas são as coisas que não passam, que o vento do tempo não leva e que, finalmente, vão nos abrir as portas da vida eterna e definitiva, quando “Deus será tudo em todos”.

O Carnaval se foi. A vida continua. Hoje, especialmente, hoje, é diz de reflexão. E o tempo quaresmal que se inaugura nesta quarta de cinzas é feito para que todos os cristãos nos compenetremos e refletimos sobre o significado da vida.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo. Bom dia!