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Archimedes comenta sobre o rebaixamento da Centenário

Segundo ele é preciso buscar outra solução, como fez Balneário Camboriu
Por Redação Criciúma - SC, 28/02/2019 - 13:02

Em seu comentário desta quinta-feira (28), Archimedes Naspolini Filho comentou sobre as obras de rebaixamento da Avenida Centenário. Citou um exemplo que vem de Balneário Camboriú, resolvido pela instalação de uma "artéria". Para Archimedes, é preciso buscar outra solução que ofereça menos problemas aos empreendimentos da região.

Ouça o comentário:

Confira o texto na íntegra:

Temos uma pequena horta, junto à nossa casa, na qual cultivamos algumas ervas que dão o tempero ideal aos alimentos que produzimos. Destaque para o orégano: este comparece soberano, uma touça realmente grande. Será pouco para polvilhar a pizza que a Alesc começa a armar com relação à CPI da Hercílio Luz. Nossos deputados precisam reler o recado das urnas das eleições do ano passado...

Ao retorno de uma viagem internacional, durante o primeiro governo, o ‘prefeito que dá jeito’, na primeira oportunidade que lhe apareceu foi enfático em afirmar que faria uma passagem subterrânea, para pedestres, nas imediações da estação rodoviária.  Teria visto obra semelhante numa cidade europeia, que já não lembro qual, e que, em Criciúma, resolveria o problema da travessia de pedestres, na Avenida Centenário, num dos pontos mais cruciais para tal fim: proximidades da rodoviária.

Adiantou que seria uma espécie de galeria subterrânea, sobre a qual o trânsito de veículos fluiria normalmente, e que teria, nas margens laterais, lojas a exemplo do que fizera Eduardo Moreira, quando nosso prefeito, ao construir o terminal central de passageiros do sistema municipal de transportes coletivos.

Meio perplexos os criciumenses receberam a notícia e a digeriram durante algum tempo findo o qual o assunto foi para o arquivo morto e, da proposta, nunca mais se ouviu falar absolutamente nada.

Depois disso o ‘prefeito que dá jeito’ foi reeleito, num pleito de desobediência à legislação que dispunha de uma tal de ‘ficha limpa’, foi reeleito e foi cassado. Ficou quatro anos na berlinda e voltou candidatíssimo e, novamente, foi levado ao paço Marcos Rovaris pela vontade do povo, democraticamente. Foi aqui que ele adotou o lema de ‘prefeito que dá jeito’.

Agora, em meio ao mandato, ele se lembrou daquela ideia oblívia que havia arquivado e traz à tona matéria assemelhada: quer construir a passagem para pedestres, no mesmo local – proximidades da rodoviária -  na superfície e, o fluxo de veículos, embaixo de tal passagem, isto é, significativo trecho da Avenida Centenário seria rebaixado para o trânsito de veículos automotores e, na superfície, em meio a arbustos, plantas e flores, a passagem dos pedestres.

À primeira vista esse jardim suspenso da Salvorolândia caiu bem, mas, na primeira reflexão mais profunda, o povo ficou perguntando: e as enchentes, tão costumeiras, exatamente ali? E o transtorno urbano numa obra discutível que poderá ou não dar certo? E os custos? E as audiências públicas? E o impacto ao meio ambiente? E a vida comercial estabelecida ao seu redor?
 

Na cidade que, na temporada do verão chega a uma população de mais de um milhão de habitantes, Balneário Camboriú, foi resolvido problema assemelhado, numa das passagens de pedestres mais acentuadas da cidade: na Avenida do Estado, uma artéria tão utilizada – lá - quanto a Avenida Centenário - aqui. Uma lombada somada à passagem de pedestres, numa largura de uns vinte metros (eu havia falado em sete, erroneamente), com pavimento e cor diferentes daqueles da pista de rolamento e com comando automático de um semáforo, resolveu o problema com custos quase zerados.

Então, é tempo de o Paço rever a proposta nascida na cabeça do prefeito que dá jeito e buscar uma solução que implique em menos problemas às margens periféricas de tal empreendimento.
O povo é mal educado para o uso de faixas de passagens de pedestres? É. Mas educar o povo para o uso correto de tais corredores é bem mais barato do que, logo após a primeira enxurrada, e sua submersão, condenar-se a obra do fluxo subterrâneo de veículos automotores e retornar ao sistema atual. Isto é, retornar ao que é hoje.

Ou não é?

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo! Bom dia!