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Archimedes cita nomes que podem ajudar Criciúma nos próximos 50 anos

Comentarista lembra que é importante discutir o futuro da região e da cidade
Por Redação Criciúma - SC, 27/02/2019 - 12:01

Em seu comentário desta quarta-feira (27), Archimedes Naspolini Filho falou sobre o planejamento de Criciúma para os próximos 50 anos. Citou os nomes que acredita serem importantes neste desenvolvimento. Para ele Cesar Smielewski, Delir Milanez, Denizar Ferrão, Marcelo Raupp, Fabricio Schambeck, Edson Cichella e Acélio Casagrande são pessoas que conhecem a região e tem muito o que contribuir.

Ouça o comentário:

Confira o texto na íntegra:

Cesar Smielewski, Delir Milanez, Denizar Ferrão, Marcelo Raupp, Fabricio Schambeck, Edson Cichella e Acélio Casagrande, não necessariamente nesta ordem, são alguns nomes que despontam naturalmente quando falarmos em planejar Criciúma e a região para os próximos 50 anos. Outros nomes, os temos, com certeza, mas estes – que me atrevo a citar – fazem a linha de frente do que pode se chamar Planejamento Macrorregional de Desenvolvimento.

Repito o que tenho falado tantas vezes: não podemos ficar no subjetivo, no abstrato, no surrado ‘estamos estudando, estamos pleiteando, estamos gestionando’. O tempo do verbo não pode ser o gerúndio, temos que ser práticos e pragmáticos, e essa turma que acabo de citar conjuga esses verbos no presente e no futuro e é disso que precisamos.

Vamos nos perguntar:

Quem somos e aonde estamos?

O que queremos?

Como fazer?

Sem um diagnóstico que revele todos os predicados positivos, sem o retrato perfeito da vocação empresarial da região, sem um plano diretor de ocupação dos espaços imobiliários disponíveis à instalação e ou ampliação de empresas, sem conhecer as leis de incentivos fiscais e estímulos econômicos dos municípios constituídos em nosso território, não podemos sair por aí para convidar empreendedores a investir em nosso meio.

A turma que relacionei conhece a região, conhece os nós que a economia deu, dá e continuará dando, por conhecimento acadêmico ou por experiência, e sabe como desatar essas ataduras, pode – com sabedoria – o norte para um novo arranco ao nosso desenvolvimento.

Na década de 1970 tivemos um Diomício Freitas que descobriu que, inovando, o carvão poderia ser desafiado como soberano do meio industrial e, a partir deDiomício, avançamos em todos os segmentos produtivos colocando Criciúma em 4º lugar no ranking das principais cidades de Santa Catarina. As coisas foram se acomodando e, hoje, se não acordarmos rapidamente...

Insisto na tese que tenho defendido há algum tempo de que devemos ter alguém, uma ou várias pessoas, as que citei, por exemplo, que deixem a nossa cidade com as axilas ilustradas com relatórios bem elaborados e tecnicamente bem fundamentados e participem de reuniões com Câmaras Comerciais do Brasil com tantos outros países, Associações Empresariais do Rio Grande do Sul, do Paraná, de São Paulo, de Minas Gerais, de Goiás, de Mato Grosso, do Ceará, enfim, que saiam por esse brasilzão de Deus e vendam a nossa região aos que tem fome de investir e não sabem onde fazê-lo. E isto serve para os países que tenho citado, como a China, os EEUU, a Alemanha, Portugal, a Espanha, os países asiáticos e os árabes...

Se não formos, eles não vêm. Aliás, nem sabem da nossa existência.

E essa turma que citei, é formada por pessoas habilitadas, viajadas, que falam pelo menos mais uma língua, pronta para entrar em cena: basta o aceno de quem tem o comando, e eu falo da Associação dos Municípios da Região Carbonífera e do governo municipal de Criciúma, além da Associação empresarial.

Fora disso, daqui a 4 anos estaremos convidando Udo Doller para vir à Criciúma proferir uma nova palestra e nos mostrar porque Joinville está tão à frente.

Nomes dos integrantes da turma? Repito: Cesar Smielewski, Delir Milanez, Denizar Ferrão, Marcelo Raupp, Fabricio Schambeck, Edson Cichella, Acélio Casagrande. 

E eu fico imaginando esses cidadãos defendendo a nossa região numa reunião da Fiesp. Ou na sala do diretor de uma empresa norte-americana. Ou no chão de fábrica de uma unidade fabril alemã, ou chinesa, ou holandesa, ou sueca...

Custa caro? Que custe!  Isso não será contabilizado como custo, como despesa, mas sim como investimento. O investimento do acordar, o investimento do despertar, o investimento que sedimentará o nosso amanhã.

E que todos comecemos o dia como queremos termina-lo!

Bom dia!