Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...

Ananda Figueiredo fala sobre comportamento parental na disciplina positiva

Psicóloga aponta comunicação não verbal como comportamento a ser melhorado pelos pais
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Criciúma, SC, 07/11/2019 - 13:16Atualizado em 07/11/2019 - 13:25
foto: Erik Behenck
foto: Erik Behenck

A maneira como os pais se comportam ao aplicar o método de disciplina positiva com seus filhos vem gerando alguns questionamentos. Este método tem como objetivo encorajar crianças e adolescentes, casais e colaboradores a tornarem-se responsáveis e respeitosos, sabendo lidar com os problemas que a vida proporciona.

Segundo a psicóloga Ananda Figueiredo, os pais costumam reclamar do fato que suas crianças não os ouvem, nem que a mensagem seja repetida mais de 100 vezes - um erro por parte dos pais. “Por sermos seres verbais, pensamos que através da fala conseguimos passar com clareza nossa mensagem e resolver qualquer impasse. Pesquisas aplicadas apontam que nossa comunicação falada é responsável somente por 7% da mensagem absorvida”, explicou a psicóloga.

Ananda comenta ainda que 38% do que entendemos de uma mensagem se dá pelo tom de voz e 55% pelos nossos gestos e expressões faciais - algo que deveríamos saber usar na hora de nos comunicarmos com nossas crianças. “A linguagem do nosso corpo se manifesta muito além daquilo que intencionamos, precisamos falar através da nossa voz”, comentou.

O comportamento agressivo dos pais na hora de falar com seus filhos, e a exigência de uma urgência para suas atividades são atitudes que certamente dificultam o entendimento parental. “Nós somos modelos para nossos filhos. O ponto principal é que somos extremamente incongruentes e inconsistentes, porque a gente diz pra criança que ela precisa nos ouvir, mas quando é a criança quem fala nós não ouvimos”, ressaltou a psicóloga.

“Será que estamos fazendo um bom uso, um uso inteligente, minimamente consciente de como eu me expresso verbalmente, não só com relação a mensagem, mas especialmente com o meu tom de voz e como me coloco nesse sentido?”, indagou Ananda.