A Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc) revelou que o reajuste de 2% além da inflação oferecido aos professores geraria um déficit de R$ 400 mil no final do ano. E que este foi um dos motivos pelo qual a instituição não chegou a um acordo com a classe, que reivindica o pagamento do piso do magistério no valor de R$ 5.130,64, uma diferença de 65% sobre o atual salário.
Os professores são liderados pelo sindicato dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino da Região Sul de Santa Catarina (Steersesc). O advogado da Afasc, Alexandre Barcelos João, diz que o aumento pedido inviabiliza a continuidade da instituição. “Nós estamos falando de um impacto muito grande, que inviabiliza o próprio funcionamento da Afasc. Com as disposições contratuais, a instituição não consegue operar”, explicou.
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Greve na Afasc terá adesão de 450 professores
O advogado ainda sustentou que a pressão por aumento salarial se estende desde a antiga gestão e que alternativas foram sugeridas para evitar a paralisação. “A antiga gestão tinha a ideia de que isso poderia ser absorvido com campanhas comunitárias e a busca por outras fontes de receita, para que pudéssemos resolver esse problema. Mas a categoria não aceitou”, afirmou.
A greve está prevista para iniciar na sexta-feira e deve contar com a adesão de mais de 450 professores. Criciúma soma cerca de 40 CEIs (Centros de Educação Infantil) e 6 mi alunos. Em nota, a Prefeitura afirma ter notificado a Afasc para que ela garanta a continuidade dos serviços.
Prefeitura notifica Afasc
No final do mês passado, em um vídeo no Instagram, o prefeito Vaguinho Espíndola afirmou que a cidade não ficaria sem o atendimento nas creches. “Reivindicar é direito, mas prejudicar as famílias da nossa cidade para barganhar aumento é chantagem. E com chantagista não se negocia. Eu vou cobrar isso todos os dias. Do contrário, vamos tomar as medidas previstas em contrato. Criciúma não vai ficar sem creche", declarou.
A greve dos professores da Afasc iniciará na sexta-feira (8). A medida foi anunciada após falta de acordo com os professores, que reivindicam o pagamento do piso salarial do magistério no valor de R$ 5.130,64. Atualmente, os professores da rede recebem cerca de R$ 3,1 mil.
"Nós vamos parar, o pessoal vai ficar nas escolas parado e nós vamos continuar aberto para a negociação. Nós estamos em busca do piso", declarou o presidente do sindicato, José Argente Filho.
Estima-se que 450 profissionais vão participar da paralisação.
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