Neste 21 de junho de 2026, faz um ano do acidente com um balão de turismo em Praia Grande, que deixou oito mortos e 18 feridos e entrou para a lista das maiores tragédias do balonismo no país.
Mesmo após esse período, o caso ainda não teve desfecho judicial e segue sob investigação, enquanto familiares das vítimas continuam cobrando esclarecimentos e responsabilizações.
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O voo que terminou em tragédia
Na manhã de 21 de junho de 2025, o sábado começou com condições climáticas consideradas favoráveis para voos de balão na região. Diversas decolagens ocorreram normalmente como parte da atividade turística local. Por volta das 7h, um balão com 21 pessoas decolou e, poucos minutos depois, foi atingido por um incêndio ainda no ar. As chamas se espalharam rapidamente pela estrutura da aeronave.
Como o acidente aconteceu
Segundo as investigações da Polícia Civil, o fogo teria começado na região do maçarico do balão. Um dos principais problemas identificados foi a falha do extintor de incêndio, que não funcionou durante a emergência.
Com o avanço do incêndio, o balão iniciou uma descida descontrolada. Próximo ao solo, parte dos ocupantes — incluindo o piloto — conseguiu saltar.
Com a redução de peso, a estrutura voltou a subir. Em desespero, quatro pessoas pularam de uma altura estimada em cerca de 45 metros e morreram na queda. Outras quatro permaneceram na cesta e morreram carbonizadas.
Ao todo, oito pessoas morreram e 18 sobreviveram, muitas com ferimentos graves.
Quem eram as vítimas
Entre os mortos estão:
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Leandro Luzzi, 33 anos
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Andrei Gabriel de Melo, 34 anos
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Leane Elizabeth Herrmann, 70 anos
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Janaina Moreira Soares da Rocha, 46 anos
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Everaldo da Rocha, 53 anos
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Juliane Jacinta Sawicki, 36 anos
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Leise Herrmann Parizotto, 37 anos
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Fabio Luiz Izycki, 42 anos
Investigações seguem sem conclusão
O caso é acompanhado pela Polícia Civil e pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), além do Ministério Público Federal (MPF), que atuam em diferentes frentes da apuração.
Em outubro de 2025, o inquérito policial foi concluído sem apontar conduta dolosa ou culposa diretamente responsável pelo incêndio. No entanto, a investigação foi reaberta no mês seguinte, após mudanças na condução do caso.
Atualmente, os procedimentos seguem em sigilo judicial, o que impede a divulgação de detalhes mais aprofundados sobre as linhas investigativas.
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Mudanças no balonismo após o acidente
A tragédia levou a uma revisão nas normas de segurança do balonismo comercial no Brasil. Entre as novas exigências estão:
- seguro obrigatório contra terceiros;
- extintor de incêndio funcional;
- rádio de comunicação a bordo
- altímetro;
- sistema de desinflagem rápida;
- licença atualizada para pilotos;
- avaliação técnica para balões não certificados.
Além disso, balões não certificados passaram a ter limite máximo de 15 passageiros e as mudanças foram incorporadas em um processo regulatório conduzido pela Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC).
Após a tragédia, Praia Grande passou a ser a primeira cidade do país a contar com empresas de balonismo habilitadas dentro do novo conjunto de regras da ANAC. Conhecida como “Capital dos Cânions”, a cidade tem forte dependência do turismo de aventura, especialmente dos voos de balão, atividade central na economia local.
Um ano depois
Doze meses depois do acidente, o cenário ainda é de espera e sem responsabilização definida e com investigações em andamento, familiares das vítimas seguem cobrando respostas sobre o que provocou a tragédia e quem deve ser responsabilizado.
O caso permanece como um dos episódios mais marcantes da história recente do balonismo no Brasil.
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