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A homenagem de Cabral à sargento Regiane

Policial Militar há 16 anos, Regiane foi assassinada na última segunda-feira
Paulo Monteiro
Por Paulo Monteiro Forquilhinha - SC, 16/07/2020 - 13:36Atualizado em 16/07/2020 - 13:37

A sargento da Polícia Militar de Forquilhinha, Regiane Terezinha Miranda, morreu assassinada pelo seu ex-marido na manhã da última segunda-feira, 13. Regiane lutava pela segurança das mulheres através da Patrulha da Penha, e atuava também no Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd). 

No quadro Cidadania e Segurança desta quinta-feira, o Coronel Cabral, o qual conhecia Regiane dentro da Polícia Militar, prestou a sua homenagem a sargento.

“Mesmo que os dias sejam difíceis e as verdades estejam encobertas, mesmo com a alma encharcada de dor, todo o policial militar tende a estar próximo das pessoas que precisam de uma mão amiga - e essa era a sargento Regiane.

37 anos, 16 deles dedicados a Polícia Militar de Santa Catarina, instrutora do Proerd e policial pertencente à rede catarina de Proteção à Mulher. Era dessas mulheres essenciais para o mundo funcionar melhor.

Na última segunda-feira, a sargento Regiane morreu de forma trágica, deixando dois filhos pequenos. Na madrugada do dia da tragédia, havia trabalhado na defesa dos valores que a maioria esmagadora das pessoas escolheu para conviver em sociedade. Uma policial militar de uma família de outros três irmãos policiais militares também de elevadíssimo valor.

Tive a honra de tê-la como aluna e de trabalhar com essa cidadã do bem. Foi enterrada na última terça, em Forquilhinha.

Além de algumas publicações em jornais locais e várias homenagens de seus colegas de farda, não se fez passeata e não foi noticiado em rede nacional sua situação. Mas, sargento Regiane sempre presente. Presente não em manchetes de rede nacional ou de passeatas de documentários de TV. Sempre presente nas mentes daqueles que, como você, tem amor pelo trabalho e adoração pelo bem.

A você, minha cara Regiane, que honraste a nossa profissão e a farda que envergamos, que tantas vezes me prestasse continência, a minha mais respeitosa e silenciosa continência. Não vou torcer para que encontres a paz, pois essa já está contigo. Vou torcer, sim, para que a paz te encontre e se abasteça da paz que exalas”.