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A dúvida das eleições em tempos de pandemia

O comentário de Archimedes sobre o futuro das eleições durante o combate ao coronavírus
por Archimedes Naspolini Filho Criciúma, SC, 08/04/2020 - 14:02Atualizado em 08/04/2020 - 14:04
Foto: arquivo / 4oito
Foto: arquivo / 4oito

Ainda neste ano haverá eleições para prefeito e vereador. Com data pré estabelecida: 4 de outubro. Mas em função da crise estabelecida no combate à praga do COVID-19, ouvem-se vozes falando em suspensão das eleições deste ano, remetendo-as para 2022, com a prorrogação dos atuais mandatos municipais, ou, adiamento do pleito, jogando-o para o mês de dezembro.

A primeira hipótese sequer será examinada pelo Tribunal Superior Eleitoral e/ou pelo Congresso Nacional. Por quê? Porque a consulta popular objetivando eleições da maneira como o são, é cláusula pétrea da nossa Constituição Federal que, por ser pétrea, só poderia ser alterada por uma Assembléia Nacional Constituinte, e seria um casuísmo pernicioso convocar uma Assembleia Nacional Constituinte para votar tal proposta. 

Agora, o adiamento, para dezembro, tem fôlego e poderá até ser estabelecido, isto é, ao invés de outubro, jogar as eleições para dezembro. O que se nota, relativamente ao ano eleitoral, é que a discussão político-eleitoral também entrou no clima do confinamento: os partidos, os políticos, os candidatos, as consultas, os convites, as visitas, os conchavos, a cooptação, tudo na caserna: com o COVID-19, as candidaturas murcharam, os candidatos deixaram de se assanhar, os sonhadores emudeceram. 

E, com esta da suspensão do pagamento do Fundão, para pagar as despesas eleitorais, muitos “potenciais” candidaturas passam a ser esquecidas. Sem recursos financeiros, diria Dona Chiquinha, o buraco é mais embaixo!