Ir para o Conteúdo da página Ir para o Menu da página
Carregando Dados...

A arte de produzir queijo e conquistar o paladar

Produtora francesa Elisabeth Schober explica as diferenças entre Brasil e França
Por Erik Behenck Criciúma - SC, 05/09/2019 - 09:20
(foto: reprodução)
(foto: reprodução)

Você sabia que nem todo leite de vaca é igual? A raça do animal influencia na produção de queijo. Amanhã começa o festival Vino & Formaggio e a Queijo com Sotaque, da produtora francesa Elisabeth Schober, estará presente. Ela concedeu entrevista ao Programa Adelor Lessa e explicou como produzir o alimento e conquistar o público.

“Eu gostaria de dizer que os queijos tem características brasileiras, eles são feitos com as receitas francesas, mas com os ingredientes daqui”, começou. Atualmente produz 16 tipos diferentes de queijos, e existem mais quatro que estão para ser aprovados. No Vino & Formaggio serão apresentados quatro deles.

Segundo ela, na França existem diversos tipos de vacas e elas são selecionadas para os tipos de queijo que serão produzidos com o leite. Aqui no Brasil Elisabeth tem alguns animais, mas não tira leite, já que o tempo é corrido, assim, o laticínio vem de parceiros, inclusive está no planejamento a produção de queijo com leite de cabra.

“Aqui não tem um calor absurdo e não é tão frio quanto na França, as vacas ficam no pasto o ano inteiro. Se você faz um queijo artesanal, cada dia tem que fazer o mesmo queijo, já aqui eu posso expor a minha criatividade, adaptando ao paladar brasileiro, já que não gostam de queijos tão fortes e cheirosos”, destacou.

A francesa falou sobre o sabor do queijo, que algumas pessoas acham muito forte e explicou porque acontece. “Essas bactérias leveduras deixam mais fácil a digestão. Algumas pessoas não podem consumir lactose, então essas bactérias cortam as moléculas pesadas do leite”, disse.

A produção em Paulo Lopes, às margens da BR-101, começou no fim de 2013. Cada queijo leva entre 2 e 5 horas para ficar pronto, além do procedimento de secagem, resfriação e maturação. Antes de serem comercializados, podem ficar até dois anos curando.