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Pressionado pelo bolsonarismo, Jorginho encurta viagem internacional

A volta de Jorginho e sua comitiva seria no dia 25, mas foi antecipada em um dia
Por Maga Stopassoli 18/02/2024 - 20:32 Atualizado em 19/02/2024 - 07:49

O governador catarinense, Jorginho Mello (PL), finalmente conseguiu fazer a viagem aos Emirados Árabes, que estava programada para o fim do ano passado, mas precisou ser remarcada. À época, fatores como as fortes chuvas que castigaram o estado e “arrumação” interna de seu partido, exigiram que Jorginho permanecesse no Brasil. O motivo da agenda internacional é fortalecer os laços de Santa Catarina com os Emirados, em áreas como comércio, turismo, tecnologia e educação. Como uma viagem dessas não pode ser organizada de um dia para o outro, o governador já tinha anunciado, no começo deste ano, que em fevereiro cumpriria a agenda internacional.

Com data para ir e data para voltar, a viagem parecia não ter nenhuma turbulência a vista. Mas uma pura falta de sorte, mais uma vez, atrapalhou a agenda do governador. É que o ex-presidente Jair Bolsonaro, anunciou, dois dias antes da viagem de Jorginho, que estará na Avenida Paulista, em São Paulo, no próximo domingo (25), num ato que vai reunir seus apoiadores, num momento em que Jair é alvo de investigações pela PF. Até aí não teria nenhum problema, não fosse o dia 25, o mesmo dia do retorno de Jorginho de Dubai, impossibilitando que o governador catarinense conseguisse chegar a tempo para participar do ato na Paulista.

Inicialmente, o governador não se abalou pela agenda de Jair, mas, pressionado pessoal e publicamente por parlamentares bolsonaristas, Jorginho mudou de ideia. Numa publicação que anunciava a ida do prefeito de Chapecó, João Rodrigues (PSD de carteirinha, mas PL de coração) ao ato de apoio ao Jair, a deputada federal, que está com as relações estremecidas com Jorginho, Júlia Zanatta, escreveu: “que sirva de lição para muitos”.

João Rodrigues é uma sombra para o projeto de reeleição de Jorginho já que a eleição de 2018 deixou uma lição importante aqui no estado: se você se afastar de Bolsonaro, será considerado traidor. O atual governador catarinense também foi eleito sob o manto do bolsonarismo, a exemplo de Carlos Moisés em 2018.

Vale lembrar que em sua viagem ao Panamá, no fim do ano passado, Jorginho trouxe na bagagem a possibilidade de uma nova rota de voos entre Florianópolis e Panamá. Em fevereiro deste ano, a novidade foi confirmada e os novos voos entre a capital catarinense e o destino, serve de conexão para cidades do Caribe e da América do Norte. Ou seja, viagens internacionais bem planejadas costumam trazer benefícios para o estado de Santa Catarina em diversas áreas, como turismo e negócios. Já a presença do governador num ato como o do próximo domingo, não vai fará nenhuma diferença na vida dos catarinenses.

Resta saber até quando o filho de Ibicaré terá paciência e disposição para ceder aos caprichos de parlamentares barulhentos que não vão se furtar de jogá-lo aos leões caso seja lhes seja conveniente.

 

A sorte e o azar de Jorginho. Foto: redes sociais.

 

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