A música tem o dom de unir as pessoas, apesar das barreiras linguísticas e geográficas. Um exemplo clássico é Lili Marlene (Lili Marleen em alemão) famosa canção popular escrita por Hans Leip. O poema fala de um soldado se despedindo de sua namorada sob um lampião, na Primeira Guerra Mundial. Explodiu (não literalmente) durante a Segunda Guerra Mundial, tornando-se a música mais ouvida por soldados em ambos os lados do conflito. Embora tenha sido usada na propaganda nazista, a música atravessou fronteiras e tornou-se um símbolo de humanidade para os soldados nas trincheiras, simbolizando a saudade e o desejo de retornar para casa em meio às sangrentas batalhas. Tanto as tropas aliadas como as forças de eixo a ouviam. A atriz alemã Marlene Dietrich - naturalizada americana - gravou a canção e se apresentava para as tropas aliadas no front da guerra. Foi traduzida para vários idiomas, inclusive o português.
Os pracinhas da FEB, que se destacaram rompendo a Linha Gótica Alemã nas batalhas de Monte Castello, Montese e Fornovo di Taro, cantavam a música durante a campanha na Itália em 1944/45. O Brasil foi o único país da América do Sul a participar da guerra. A demora em se unir aos aliados acabou por originar o ditado “A Cobra vai fumar”, significando que seria mais fácil uma cobra fumar que o Brasil entrar na guerra. No entanto 25.000 soldados - os pracinhas - foram enviados à Itália e o exército adotou a frase e o símbolo de uma cobra fumando cachimbo como um sinal de coragem, orgulho e provocação. Muitos brasileiros morreram nos campos de batalha e foram sepultados no Cemitério de Pistoia.
O Museu dos Expedicionários, em Curitiba l Fonte: YouTube/Exército Brasileiro
O Museu em Montese, local de uma das mais sangrentas batalhas em abril de 1945 I Fonte: YouTube/karina pópolo museo storico di montese
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