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Os irmãos Bortoluzzi

Por Benito Gorini 09/04/2026 - 15:02 Atualizado há 11 segundos

Os nossos antepassados emigraram para o Brasil em situação de grave penúria, motivada pela grande instabilidade política, religiosa e econômica. As lutas pela unificação da Itália, a perda do poder temporal da Igreja e a mecanização, com o consequente desemprego e empobrecimento da população, foram importantes fatores da imigração, principalmente do norte da Itália, principal teatro de operações das batalhas contra o Império Austro-húngaro. Aqui “I nostri antenati” enfrentaram toda a sorte de problemas, transformando-se em autênticos desbravadores. Com a força de seus braços, a criatividade e a ousadia empresarial, forneceram o arcabouço para o enorme crescimento econômico e material de nossa região.

Um exemplo que ilustra muito bem o exposto é o da família Bortoluzzi. Bortolo, a esposa Antônia de March e os filhos pequenos Giovanni e Giuseppe, provenientes de Soverzene na província de Belluno, emigraram da Itália em busca de melhores condições de vida, iludidos por grande campanha publicitária enaltecendo o país como a “Terra della Cuccagna”, com terras férteis e fartura. Ao chegarem em Azambuja em 1877 - a primeira colônia do sul catarinense - constataram que a realidade era outra. Poucos dias depois nasceria Humberto. Em 1891 foi criada a Colônia Nova Veneza - a primeira do Brasil República – e os três irmãos mudaram-se para o novo núcleo colonizador. Os Bortoluzzi instalaram inicialmente serraria, atafona e posteriormente fundaram a fábrica de produtos suínos. O crescimento foi vertiginoso, pela capacidade empreendedora dos irmãos e ausência de concorrentes diretos. Grande patrimônio foi formado na primeira metade do século XX mas a morte dos irmãos, concorrência de grandes empresas e o enorme número de herdeiros, acabou determinando o encerramento das atividades na década de 1960. No, entanto permaneceu importante legado, como patrimônio arquitetônico, farta documentação e rica participação política, cultural e econômica de Nova Veneza e região.


Fotos do acervo de minha tia Irma Bortoluzzi Crevanzi, filha de Giuseppe Bortoluzzi e Irene Pessi Bortoluzzi

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Livro Caixa da Indústria e Comércio Bortoluzzi SA
 

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Os Irmãos Giuseppe, Giovanni e Humberto

Fotos do acervo de minha mãe Diva Gorini Borges, filha de Alice Bortoluzzi e Mário Gorini e neta de Giuseppe Bortoluzzi

O Comércio dos Irmãos Bortoluzzi, atualmente o restaurante Casa do Chico Galeteria & Pizzaria, no centro de Nova Veneza

O Comércio dos Bortoluzzi na década de 1960, com as atividades já encerradas

A Fábrica de produtos suínos dos Bortoluzzi, sendo demolida

O brasão da família Bortoluzzi I Foto: Acervo pessoal

Lápide do túmulo do meu bisavô Giuseppe (José) Bortoluzzi, no Cemitério Municipal de Nova Veneza, o mais longevo dos irmãos. Giovanni faleceu em 1925, com 53 anos e Humberto em 1937 aos 60 anos I Foto: Acervo pessoal

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