Galileo Galilei, ao observar a oscilação de um lustre no interior da Catedral de Pisa formulou as leis do movimento pendular. Em janeiro de 1.610, aperfeiçoando um telescópio desenvolvido na Holanda 1 ano antes, descobriu quatro luas de Júpiter, posteriormente denominadas Io, Europa, Ganimedes e Calisto. Isso vinha de encontro aos dogmas da igreja católica, que considerava o universo imutável, centrado na Terra, que permanecia parada com tudo girando ao seu redor. Além disso era um forte indício de que a Teoria Heliocêntrica de Copérnico estava correta. Galileo teve que se retratar, para evitar o destino de um outro grande cientista, o filósofo e teólogo Giordano Bruno, condenado a morrer na fogueira em 1.600 no Campo dei Fiori, em Roma. No entanto, nos últimos momentos de sua longa existência, Galileo afirmou: “Eppur si muove”.
Hoje teremos a oportunidade de visualizar o mesmo que Galileu observou há 416 anos. O planeta Júpiter encontra-se bem visível. Entre 22 e 24h está localizado bem alto no céu, próximo à lua crescente. As Três Marias, no centro da Constelação de Órion, podem servir como ponteiro. Olhando para leste vamos chegar a Sirius, no Cão Maior, a estrela mais brilhante do céu, na verdade uma estrela dupla. Logo abaixo está Júpiter. Utilize um telescópio ou um bom binóculo e “voilà”: as quatro luas de Júpiter bem visíveis (ou três, dependendo do momento). Se não dispuser de um equipamento adequado poderá visitar o Observatório Astronômico Albert Einstein E=mc2. As observações astronômicas com telescópio estão disponíveis, de quinta a domingo, das 20h às 21h, sempre que as condições climáticas permitirem.
Assista:
A Vida de Galileu, filme de Joseph Losey baseado na peça de Bertold Brecht.
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