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Um em cada 3 no Sul do País quer comprar imóveis

Dados são de estudo da ABRAINC e Brain apresentado durante Webinar nesta quarta-feira
Por Redação São Paulo, SP, 06/04/2022 - 20:36
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Um em cada três moradores dos estados do Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina estão em busca de um novo imóvel, seja para investimento, sair do aluguel ou simplesmente ter um novo lar. É o que indica um levantamento feito pela Associação Brasileira de Incorporadoras Imobiliárias (ABRAINC) e a Brain Inteligência e Estratégia. Os dados foram apresentados nesta quarta-feira (6), durante um webinar sobre Expectativa do Mercado Imobiliário no Sul do Brasil.

A pesquisa aponta que 33% dos habitantes da região buscam um novo lar. Dos moradores dos três Estados, 7% começaram a visitar stands de vendas, 11% realizam buscas pela internet e 15% ainda não começaram a procura necessariamente. Os moradores de Curitiba lideram as pretensões, com 35% de intenções de compra, seguidos por Florianópolis (32%) e Porto Alegre (31%).

O levantamento também destacou que 45% deles optam por casas ou sobrados, enquanto 41% por apartamentos e uma minoria por imóveis em condomínio fechado (10%) ou terrenos (4%).

Obstáculos

Apesar do propósito de comprar um imóvel, alguns obstáculos do cenário macroeconômico brasileiro podem ser determinantes na hora da tomada de decisão. Para 41%, o aumento da inflação pode ser um empecilho; e outros 22% acreditam que o cenário econômico complicado em um ano eleitoral impõe cuidados na hora da compra; enquanto apenas 6% creditam a dificuldade a um aumento na taxa de juros para financiamentos.

Fabio Tadeu Araújo, CEO da Brain Inteligência e Estratégia, alertou que, apesar das expectativas de compra, os juros altos e o comportamento inflacionário podem limitar novas aquisições. " Ainda que o número de famílias se mantenha constante, temos menos interessados podendo comprar: o tamanho do funil diminuiu", afirmou.

Na transmissão do webinar estavam presentes alguns dos principais players do setor, que comentaram sobre os desafios para o Sul e analisaram o perfil de alguns compradores.

Daniel Dimas, da Dimas Construções, destacou que os imóveis na região seguem sendo uma atração de investimentos para todos os fins. "O aumento na taxa de juros não impede o investimento em imóveis e, de uma forma geral, continua com um interesse bem forte de compra".

O argumento foi referendado por Célia Catussi, da Plaenge Empreendimentos, que destacou que os compradores de imóveis de Médio e Alto Padrão (MAP) têm um perfil que extrapola o senso comum de investidores. "Eles têm mais informações, estão acompanhando o custo da construção civil e viram que os preços vão aumentar. Essa pessoa vai fazer essa conta e, por isso, é um cliente que entende do mercado".

Riscos

Por outro lado, Thales Silva, da Rôgga, revelou que a região teve um boom de imóveis do MAP e que há um risco de que o mercado caminhe em uma direção de mais ofertas do que procura. "Acredito que estamos com um volume muito alto de lançamentos, vai ser uma briga muito grande para poder ganhar espaço. Vai ocasionar uma redução de lançamentos nesse segmento específico e uma lacuna na linha econômica (CVA)", afirmou.

Tal opinião foi compartilhada por Rodrigo Putinato, da Cyrela, que acredita que o setor deve seguir em alta na região Sul, mas alertou que um excedente de lançamentos pode prejudicar o setor. "Temos que adequar o mercado para ele sempre estar sadio".

Por fim, Breno Prestes, da Prestes Construtora, revelou que o setor enfrenta desafios e trabalha para não extrapolar o limite do Casa Verde e Amarela (CVA), mas que os atuais custos da construção civil limitam os movimentos neste sentido e ainda há um grande problema com a queda de renda dos brasileiros. "A renda ainda precisa ser ajustada com o ticket que temos colocado na prateleira. Há um desencaixe que precisa ser ajustado", disse.

Para o presidente da ABRAINC, Luiz França, iniciativas como esta são fundamentais para o bom desenvolvimento do setor como um todo. "A incorporação imobiliária tem um dinamismo muito grande e, em ocasiões como esta, damos luz às ações locais que podem servir como grandes cases para outras regiões, além, é claro, de trazer informações relevantes sobre o mercado imobiliário regional", finaliza o executivo.

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