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Eleições 2022

Um dia importante para o governador Moisés em Brasília

Carlos Moisés reúne-se com o presidente nacional do Republicanos. Conversará ainda com o Podemos e até com o MDB
Por Denis Luciano Criciúma, SC, 09/03/2022 - 08:49 Atualizado em 09/03/2022 - 08:54
Foto: Julio Cavalheiro / Secom
Foto: Julio Cavalheiro / Secom

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O dia é de agenda importante para o governador Carlos Moisés nos encaminhamentos da eleição de outubro em Santa Catarina. Ele conversará, em Brasília, com o presidente nacional do Republicanos, Marcos Pereira, de olho em uma possível filiação no partido. Mas as conversas da quarta-feira não devem ficar restritas ao Republicanos. "O governador tem uma série de conversas. É possível que ele tenha conversas com o MDB também, de chegar no presidente nacional Baleia Rossi. Ele vai rodar, a Renata Abreu do Podemos também", comentou Upiara Boschi no quadro Plenário, no Programa Adelor Lessa.

"Ele definiu, ele quer o Republicanos, ele vai fazer de tudo para acertar. Tem uma conversa de montagem de time, ele tem um time grande para deputados estaduais, onde o Republicanos quer manter a liderança do deputado Sérgio Motta, o Republicanos quer deputados federais", salientou. "A conversa com o Podemos continua, é aquele momento de encaixe", relatou.

A deputada estadual Ana Paula da Silva, a Paulinha, ex-PDT e aliada de Moisés, também está em Brasília e deverá encaminhar seu rumo partidário. "Essa semana deve ser definida a filiação de Moisés ao Republicanos. Como o Luciano (Hang, empresário, pré-candidato a senador) está se encaminhando para o PL e o Republicanos vai ficando solto em Santa Catarina", salientou Upiara.

Os movimentos de João Rodrigues

Também estão chamando a atenção os movimentos que o prefeito João Rodrigues, de Chapecó, tem feito no sentido de concorrer a governador. "Ele está sendo estimulado e manda gestos de que vai para o jogo", confirmou Upiara. "A liberação do uso de máscaras em Chapecó é um sinal, ele atiçou uma base bolsonarista, ele criou um fato que é até difícil de se manter juridicamente. As prefeituras não têm o poder de amenizar regras, só de restringir", assinalou. "Inclusive o MPSC em Chapecó fez a recomendação para revogar o decreto de Chapecó, mas diversas prefeituras do Estado seguiram o exemplo, criou-se uma comissão, alguns prefeitos foram instados a opinar. O João Rodrigues cria um fato e vai gerando uma repercussão", pontuou. "Esse decreto, quando ele assinou, foi um lançamento de pré-campanha", resumiu o jornalista.

Upiara lembrou que uma entrada no cenário de João Rodrigues mexe com outras candidaturas. "Das boas notícias que cercam a candidatura de Jorginho Mello, a entrada de João Rodrigues no jogo é um problema para Jorginho, para Carlos Moisés, Raimundo Colombo e Gean Loureiro. Ele talvez seja o único nome a aglutinar um bolsonarismo orgânico aliando a algo que Jorginho Mello tem dificuldades, de trazer setores da política tradicional para compor, misturar, cruzar o sangue, uma articulação mais normal de política catarinense", comentou. "Ele tem a possibilidade de trazer União Brasil, Progressistas, PSDB, Geovania de Sá, Angela Amin, Gean Loureiro, nomes que o Jorginho já tentou ciscar para dentro e não conseguiu. Por enquanto ele só cisca com o bolsonarismo", avaliou.

PL congestionado

Com as adesões dos deputados Jessé Lopes e Daniel Freitas, o PL está com a prioridade de garantir a filiação do empresário Luciano Hang. "Jorginho Mello conseguiu, como queria, ciscar para dentro. Colocou todos do bolsonarismo dentro do PL. Cabe ver como eles conviverão. É time grande, o PL sobe de patamar, com toda a condição de ser protagonista, tem toda a chance de fazer a maior bancada federal, vai brigar para ser a maior bancada no Estado. Tem que ver como Jorginho vai comandar esse comboio", frisou.

Ouça o comentário de Upiara Boschi no podcast:

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