Depois dos ataques dos Estados Unidos (EUA) e de Israel ao Irã, e a resposta do país persa, a Federação Internacional do Automobilismo (FIA) acompanha a situação no Oriente Médio pensando na distribuição do calendário da Fórmula 1.
O fechamento de aeroportos e o cancelamento de voos nos Emirados Árabes Unidos e no Catar comprometeram o deslocamento das equipes para a Austrália, que recebe a primeira etapa da temporada neste fim de semana.
Segundo informações da BBC, estima-se que mil funcionários foram obrigados a remarcar seus voos. E ao menos 500 deles foram transportados da Europa em voos fretados.
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“A segurança e o bem-estar guiarão nossas decisões enquanto avaliamos os próximos eventos programados para o Campeonato Mundial de Fórmula 1", declarou o presidente da FIA, Mohammed Ben Sulayem.
Confira a declaração completa:
Impacto nos testes de pneus
No sábado (28), a base da Quinta Frota da Marinha dos EUA, em Manama, foi atingida. A pouco mais de 32 quilômetros do local, a Pirelli realizaria treinos de pista molhada no Circuito Internacional do Bahrein.
“Os dias de testes para compostos de chuva foram cancelados por razões de segurança, devido à situação internacional em evolução", comunicou a fabricante de pneus ao Motorsport.
Possíveis alterações no calendário
Embora os aeroportos no Oriente Médio tenham retornado às atividades, nessa segunda-feira (2), a F1 revisa medidas de contingência no caso das tensões na região persistirem.
Em abril, estão previstas as realizações dos grandes prêmios do Bahrein (12) e da Arábia Saudita (19). A situação é monitorada com cautela pela instituição, que não descarta alterar o local das provas.
Para um circuito receber a Fórmula 1 alguns critérios, além da questão comercial, devem ser levados em consideração:
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O traçado precisa ser de Grau 1, segundo a regulamentação da FIA;
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A logística deve se enquadrar no tempo limitado para o planejamento das equipes.
Dos 39 circuitos que satisfazem a primeira exigência, 24 deles já estão no calendário. Isso significa que 15 pistas podem sediar a quarta e quinta prova (previstas inicialmente para acontecerem em países do Golfo Pérsico).
No ponto de vista do transporte de equipamentos, dificilmente circuitos fora da Europa serão escolhidos, uma vez que o continente abriga as sedes das equipes de Fórmula 1.
Por esse motivo e com a sexta etapa sendo disputada em Miami (EUA), os circuitos de Buriram, na Tailândia, Sepang, na Malásia, e Buddh, na Índia não devem ser escolhidos em um eventual realocamento de provas.
Surgem como alternativas mais viáveis o Autódromo Enzo e Dino Ferrari, na Emilia-Romagna, Itália, que não teve contrato renovado para esta temporada. Além do Autódromo Internacional do Algarve, em Portugal, que recebe etapas da Porsche Cup e fará parte do cronograma da Fórmula 1 a partir de 2027.
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