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Tenente de Turvo conta como estão os resgates em Brumadinho

Daldrian Scarabelot está no local há três e vai permanecer até a próxima semana
Por Émerson Justo Brumadinho, MG, 21/02/2019 - 15:15Atualizado em 21/02/2019 - 15:26
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

No Programa Adelor Lessa desta quinta-feira (21) o primeiro tenente do Corpo de Bombeiros Militar de São José, na Grande Florianópolis, Daldrian Scarabelot, que é natural de Turvo, falou sobre os trabalhos de resgate dos corpos na tragédia em Brumadinho, em Minas Gerais, da barragem da Vale que se rompeu no dia 25 de janeiro. O profissional está no local há três dias.

“É algo imensurável. Nós temos um visão pelos meios de comunicação, mas quando chega aqui se depara com um cenário bastante avassalador, praticamente um rio de lama que se formou aqui na cidade de Brumadinho. Para ter noção tem em torno de 10 a 12 quilômetros de rastros de lama”, afirmou.

O primeiro tenente conta que os socorristas têm esperança de encontrar mais corpos. “Temos um número ainda muito significativo de desaparecidos, em torno de 140, então isso é o que acaba motivando as buscas. Com o passar do tempo a operação acaba diminuindo um pouco, entretanto, com certeza vão continuar porque as famílias que perderam seus entes queridos querem algum retorno, uma resposta, é o que procuramos fazer todos os dias, dar um enterro digno aos que foram ceifados em Brumadinho”, ressaltou.

Scarabelot fala que tem a preocupação da lama secar e natural isto ocorrer com o tempo, mas ainda tem bastante pontos alagados. “A gente trabalha com os cães que farejam os corpos e nos permitem trabalhar de uma maneira mais focada e, principalmente, o acesso nesses locais através de maquinário pesado, porque temos locais aqui que a lama chegou a atingir 10 metros de altura”, relatou.

Atualmente, o Corpo de Bombeiros Militar de Santa Catarina conta com 12 profissionais em Brumadinho. Os profissionais desta equipe vão ficar no local até dia 26 ou 27 de fevereiro. “Existe um desgaste muito grande das equipes que aqui estão, nós temos uma rotina muito pesada. Acordamos em torno de 4h30 e 5h da manhã e estendemos até fim do dia, e tem mais uma reunião que conversamos o que precisa melhorar e planejar o dia seguinte, que acaba em torno de 22h30”, explicou.

Ouça a entrevista completa: