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TCE cobra mudanças de Criciúma e dá prazo de 180 dias para redução de professores temporários

Município afirma que já avalia medidas e que a prioridade é manter a qualidade do atendimento

Por Lucas Mackowieski Criciúma, SC, 02/10/2026 - 09:02 Atualizado há 16 segundos
Prefeitura terá 180 dias para apresentar medidas sobre a organização da educação infantil no município  | Foto: Divulgação/4oito
Prefeitura terá 180 dias para apresentar medidas sobre a organização da educação infantil no município | Foto: Divulgação/4oito

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A terceirização de boa parte da educação infantil de Criciúma voltou a ser alvo de questionamentos do Tribunal de Contas de Santa Catarina (TCE/SC). O órgão determinou que a Prefeitura apresente, em até 180 dias, um novo plano para ampliar a contratação direta de profissionais e reduzir a dependência da Associação Feminina de Assistência Social de Criciúma (Afasc).

Atualmente, a entidade administra 40 Centros de Educação Infantil (CEIs) e tem 1.016 professores vinculados à sua estrutura. Para o Tribunal, a participação da Afasc na rede municipal é muito ampla e precisa ser revista, com a transferência gradual dos serviços para a administração pública.

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A Prefeitura informou ao portal 4oito que já está avaliando a decisão. 

“A prioridade do Município é preservar a qualidade dos serviços, a oferta de vagas às famílias e a condição de referência estadual em acesso à educação”, afirmou a administração municipal.

TCE determinou que Criciúma apresente um novo plano para ampliar a contratação correta de profissionais da educação infantil| Foto: Divulgação/TCE-SC

Número de professores temporários aumentou

O TCE também apontou que Criciúma não conseguiu reduzir a contratação de professores temporários conforme o previsto. O número de profissionais nessa condição passou de 247, em 2023, para 378, em maio de 2024.

O plano anterior previa reduzir esse total para cerca de 101.

A fiscalização reconheceu que a Prefeitura realizou concursos e nomeou servidores efetivos, mas considerou que as medidas não foram suficientes.

O novo plano deverá incluir:

  • Estudo da quantidade de profissionais necessária na rede;
  • Planejamento para criação de cargos efetivos;
  • Realização de concursos públicos;
  • Redução gradual da terceirização;
  • Revisão da parceria com a Afasc.

Prefeitura terá seis meses para apresentar proposta

A decisão foi relatada pelo conselheiro Luiz Eduardo Cherem. Segundo o entendimento apresentado no processo, a educação infantil é uma responsabilidade permanente do município, e a estrutura atual precisa ser reorganizada.

Decisão do TCE estabelece prazo de 180 dias para a apresentação de um novo plano pela Prefeitura | Foto: Divulgação/Prefeitura de Criciúma

Além do novo plano, o Tribunal recomendou que a Prefeitura melhore o planejamento do quadro de funcionários, considerando afastamentos, crescimento populacional e a demanda futura por vagas.

O TCE reconheceu avanços em medidas como a realização de concursos, a nomeação de servidores e a ampliação da carga horária de professores efetivos. Também afastou a aplicação de multa a um ex-prefeito, por entender que foram tomadas providências para corrigir os problemas e que não havia elementos suficientes para justificar a penalidade.

A decisão foi aprovada por unanimidade pelo Tribunal Pleno, em sessão virtual realizada entre 4 e 11 de setembro, e publicada em 18 de setembro de 2026.

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