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“Sou candidato por não ter em quem votar”

Presidente da Riachuelo, Flávio Rocha, é o décimo entrevistado da Série Presidenciáveis
Por Clara Floriano Criciúma - SC, 05/04/2018 - 08:53Atualizado em 11/04/2018 - 08:49
(foto: reprodução)
(foto: reprodução)

Mais uma entrevista da Série Presidenciáveis foi ao ar nesta quinta-feira (5) no Programa Adelor Lessa. Na décima entrevista da série o entrevistado foi Flavio Rocha, presidente da Riachuelo e pré-candidato à presidência pelo Partido Republicano Brasileiro (PRB). Rocha falou sobre como tomou a decisão de deixar a sua empresa para concorrer nas eleições 2018, sobre outros presidenciais e suas propostas para o Brasil.

“A reposta mais objetiva (para deixar a presidência da Riachuelo e ser candidato) é: por não ter em quem votar. Ninguém toma a defesa de quem produz, de quem puxa a carruagem, os 98% que sustentam essa farra estatal. A nossa candidatura defende aqueles que são contra isso. Os serviços mais especiais estão à míngua. Pessoas morrendo nos hospitais, a educação humilhante. Os reais brasileiros tem a responsabilidade de assumir as rédeas do processo”, afirmou o presidenciável.

Para Rocha, candidaturas novas como a dele são possíveis porque o povo evoluiu e tem uma nova consciência. “Essa década de triste história, na qual uma quadrilha se tomou o poder, não foi uma década perdida da história porque houve aprendizado. O povo está mais politizado. O que acontece é que a classe política é tímida e refém do politicamente correto, como a questão de vitimização do bandido. O fato de eu ter abandonado, ou pelo menos me licenciado, diz respeito à eu não querer ficar na zona de conforto. É necessário que haja uma candidatura que defenda as ideias da economia, mas que una-se também a uma justa indignação da população”, explicou.

Bolsonaro

O presidente da Riachuelo elogiou o também presidenciável Jair Bolsonaro, porque para ele o pré-candidato pelo PSL tem o mérito de ter “colocado o dedo na ferida de temas que a classe política tem medo”, embora seja acusado de radical.

“Mas ao mesmo tempo que ele é direita nos costumes e valores, quando se fala de economia ele é o tipo que poderíamos chamar de uma pessoas de esquerda. Ou seja, a favor do estado grande, foi contra as privatizações, é contra as reformas fundamentais para restaurar a saúde fiscal do governo. Então é um discurso que não tem coerência entre o discurso de valores e a economia”, esclareceu.

Rocha citou ainda outros candidatos que defendem o que pra ele são ideias corretas de economia, mas que não atendem demandas do povo brasileiro. “A minha candidatura vem para preencher o espaço de uma direita democrática na economia, com a libertação das amarras do Estado com a economia, para que retomemos a geração de empregos. Mas que apresente um contraponto do ‘bagunçar para governar’. É por isso que saí da minha zona de conforto para ocupar esse espaço”, explicou.

Propostas

Segundo o presidenciável sua candidatura traz um projeto de país que reúne ideias que deram certo no mundo todo. “É destravar a economia, é não só gerar empregos. Nós somos reféns de uma burocracia toxica, ideologizada e anticapitalista que presta um grande desserviço aos 98% que puxam a carruagem da farra estatal”, esclareceu.

Para Rocha o problema nas contas não pagas. Além disso, impostos que fazem com que os brasileiros tenham a gasolina, gás, taxa de correios e demais serviços muito caros precisam ser combatidos.

“Tudo isso faz com que o carrapato estatal já seja maior que o boi. E quando isso acontece ambos morrem. É preciso que quem paga essa conta toma a frente. O estado deve governar com olhos fortes aos alunos da rede pública, aos que estão morrendo em hospitais. A velha política cuida das corporações do estado, a nova política cuida dos 98% que puxam a carruagem”, completou.

De acordo com o presidente da Riachuelo, o Brasil era um país que assustava o investidor antes da Reforma Trabalhista. “A Reforma Trabalhista vai contribuir com o Brasil no jogo competitivo. A próxima é a Tributária. Se Trabalhista fez o brasil subir 30 posições no ranking de competitividade, a Tributária vai fazer subir mais ainda. Daqui a pouco poderemos estar, com as quatro reformas, próximo a países prósperos. Por isso podemos sim, a curto prazo, colocar o Brasil entre os países mais competitivos”, afirmou.