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'Só o São José não vai resolver', diz diretor executivo sobre demanda de quase 1 milhão de pessoas

Criciúma prepara campanha para orientar a população e reduzir a pressão sobre o pronto-socorro

Por Lucas Mackowieski Criciúma, SC, 06/07/2026 - 08:17 Atualizado há meio minuto
Diretor executivo afirma que o Hospital São José não consegue atender sozinho toda a demanda regional | Foto: Divulgação/4oito
Diretor executivo afirma que o Hospital São José não consegue atender sozinho toda a demanda regional | Foto: Divulgação/4oito

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Depois de enfrentar uma nova superlotação e suspender temporariamente o recebimento de pacientes encaminhados pelo SUS, o Hospital São José voltou a alertar para um problema que, segundo a direção, vai além da capacidade da unidade. De acordo com o diretor-executivo, Juliano Petters, o hospital não consegue absorver sozinho toda a demanda da região Sul de Santa Catarina.

A unidade é referência para pelo menos 26 municípios em diversas especialidades de alta complexidade. Conforme Petters, o grande volume de pacientes acaba pressionando o pronto-socorro, principalmente nos períodos de maior movimento.

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"Não adianta a gente sempre pensar que só o São José vai resolver toda a situação de uma população praticamente de um milhão de habitantes, falando de todas as cidades", destacou.

Apesar do cenário ter melhorado em relação aos últimos dias, com 12 pacientes aguardando leito no pronto-socorro, o diretor afirma que a situação ainda exige atenção, especialmente ao longo da semana, quando o fluxo costuma aumentar.

Hospital São José é referência para 26 municípios do Sul catarinense | Foto: Divulgação/4oito

Hospital pede maior participação da rede regional

Segundo Juliano Petters, os períodos de superlotação não estão relacionados apenas ao aumento de doenças respiratórias provocado pelo frio. Ele explica que o principal fator é a concentração de atendimentos de urgência e emergência de toda a região no Hospital São José.

O diretor defende que municípios da região ampliem a capacidade de atendimento em algumas especialidades e reforça que parte dos casos pode ser resolvida em outros serviços de saúde.

Conforme o Hospital São José:

  • A unidade é referência para 26 municípios;
  • Atende casos de alta complexidade em diversas especialidades;
  • A superlotação ocorre em períodos de maior demanda;
  • A descentralização dos atendimentos ajudaria a reduzir a pressão sobre o hospital.

Prefeitura quer reduzir procura pelo pronto-socorro

O secretário de Saúde de Criciúma, Deivid de Freitas, afirmou que o município e as demais cidades da região discutem medidas para reorganizar os fluxos de atendimento e diminuir a pressão sobre o Hospital São José.

Secretário Deivid de Freitas anunciou medidas para orientar a população e desafogar o hospital | Foto: Divulgação/4oito

Segundo ele, um dos principais desafios é orientar a população sobre qual serviço procurar em cada situação. Casos leves devem ser atendidos nas 47 unidades básicas de saúde ou nas quatro UPAs do município, deixando o hospital para ocorrências de maior gravidade.

A Secretaria de Saúde também informou que prepara uma campanha de orientação à população e estuda novas ferramentas para facilitar o acesso aos serviços.

Entre as ações previstas estão:

  • Intensificar a campanha de orientação sobre quando procurar UBS, UPA ou hospital;
  • Desenvolver uma ferramenta para indicar o serviço mais adequado conforme os sintomas;
  • Implantar um sistema para informar qual UPA está com menor movimento;
  • Lançar um serviço de telemedicina para ampliar o acesso aos atendimentos.

Segundo o secretário, essas medidas fazem parte de uma estratégia para desafogar o Hospital São José e melhorar o fluxo de pacientes em toda a rede pública de saúde.

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