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"Só não levam o poste pois não conseguem" afirma engenheiro da Celesc 

Nas últimas duas noites foram pelos menos três furtos de fiação no bairro Santo Antônio 
Gregório Silveira
Por Gregório Silveira Criciúma, SC, 29/09/2020 - 18:00Atualizado em 29/09/2020 - 18:03
Foto: Divulgação
Foto: Divulgação

Nas últimas duas noites, três furtos de fiação elétrica foram registrados na região de Criciúma. Em um dos casos o alvo foi a unidade de saúde do bairro Santo Antônio. O local ficou sem luz por um bom tempo e na parte da manhã, mesmo o atendimento sendo mantido, todos os prontuários tiveram quer ser feitos a mão.

No mesmo bairro alguns locais também registraram falta de energia devido a furtos. Em Criciúma o furto de fiação elétrica parece ter se tornado hábito. Nos 30 dias, entre março e abril foram quase 70 casos. Além do prejuízo social, com as pessoas sem energia elétrica, o prejuízo financeiro ultrapassa os R$ 500 mil. Os locais que mais concentram furtos desse tipo em Criciúma são os bairros Pinheirinho, Santa Luzia e Santo Antônio. 

"Os furtos tinham dado uma diminuída, mas agora voltaram a acontecer. Só não levam o poste pois não conseguem. O maior prejuízo, em tempos de pandemia, é deixar pessoas e empresas sem luz", afirma o engenheiro Zulnei Casagrande, da divisão técnica do núcleo sul da Celesc.

O que muitos desconhecem é que os prejuízos gerados pelos ladrões poderão aparecer de alguma forma na conta de energia elétrica da população. "O que foge do controle das concessionárias pode acabar sendo considerado na revisão tarifária", adianta Zulnei.